Devido ao Covid-19, Feira de Outono poderá ser com leilão virtual
Publicado em 30/03/2020

Rural

Foto: Francisco Bosco

Evento está programado para ocorrer em 23 de abril

O ano de 2020 tem se mostrado, em seus primeiros meses, complicado para os produtores rurais da região da Campanha. Além da seca severa que já afeta a agricultura e a pecuária, a pandemia do novo coronavírus também impacta o setor. Na pecuária de corte, leilões se adaptaram à modalidade virtual para que pudessem ocorrer, contudo, como explica o presidente do Núcleo de Produtores de Terneiros de Corte de Bagé, Luís Eduardo Vaz, esse tipo de remate é uma novidade em âmbito local, porque o produtor da região ainda não tem o hábito de comprar animais nesse formato de comercialização. "A questão da Covid-19 é uma situação de extremo cuidado, pois ela afeta a vida humana. Vai gerar um grande impacto na economia à medida que se estenda a condição de quarentena a que nós encontramos, mas muito embora seja necessária, acredito que os negócios fluirão mesmo porque o consumo de gêneros alimentícios não para", reforça o dirigente. 
Questionado sobre os reflexos para o circuito das feiras oficiais de outono que começam no próximo mês, Vaz concorda que, justamente, os eventos irão acontecer no período estimado como o mais crítico da pandemia. "Mas os núcleos estão tomando medidas que amenizam esse prejuízo, e uma delas é a realização dos leilões de forma virtual. Acredito que essa pandemia no Brasil se desenlace mais positivamente que nos outros países que ela afetou de surpresa. O que é positivo de todo esse cenário é a conscientização da população e a forma rápida que os governantes estão tomando as medidas para diminuir os níveis de contágio", enfatiza.
Conforme o presidente do NPTC de Bagé, a entidade está firme no posicionamento de realizar a Feira de Terneiros no próximo dia 23 de abril de forma virtual. "É uma tendência que veio para ficar. Estamos tomando todas as providências cabíveis para que a feira aconteça sempre com o objetivo de atender à demanda dos produtores que precisam comercializar seu produto e a economia da região que não pode parar. Estamos com as nossas inscrições abertas e prontos para realizar uma grande feira, mesmo em meio esse cenário desfavorável. O Agro não para e é para isso que trabalhamos diariamente", ressalta Vaz.

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