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Deu zebra a prestação de contas dos PROS
Publicado em 16/08/2019

Visão Geral

Ontem foi mais um dia em que o cidadão brasileiro, aquele que defende a democracia, vibrou de alegria. A Polícia Federal, a mando da Justiça, fez busca e apreensão na sede do PROS (Partido Republicano da Ordem Social) em Brasília. Partido criado há pouco tempo (não mais que seis anos), e segundo a ordem judicial, teria usado verbas partidárias e financiamento de campanha irregularmente. Mais ou menos parecido com o que causou da demissão do então ministro do governo Bolsonaro, Bebiano, presidente do PSL. Lá, como aqui, liberação de dinheiro para candidatos mostraram que eram “candidaturas laranjas”. Na linguagem popular, os ditos candidatos não conseguiram votos mínimos para justificar o que foi gasto. Pois bem, fui em busca para saber quem comanda o Pros. Sua ficha técnica, outra vez, mostra que o partido se enquadra em “sigla de aluguel”. Seu presidente e fundador, ex-vereador de Planaltina de Goiás, Eurípedes Junior, ao dar a primeira entrevista como fundador se saiu com uma pérola, ao ser arguido pela reportagem sobre os componentes do Partido que ele fundava: “Aqui tem de tudo”. Sua afirmação ficou clara pela ação da Polícia Federal. Superfaturamento nos gastos eleitorais para 33 candidatos a deputado Distrital em Brasília, que consumiram R$ 5 milhões só em material impresso, os conhecidos santinhos. Os candidatos a deputado distrital pelo PROS, na última eleição, conseguiram conquistar 11 900 votos. Anotem: Não chegou a 12 mil votos. O que é bom que as prestações de contas, reprovadas pela Justiça Eleitoral, em alguns estados, estão sendo analisadas mais rapidamente que outros estados. Algumas estão na fase preliminar; outras estão paradas no Judiciário. Mas um dia, creio, serão julgadas. Certo?  


Alexandre Frota foi expluso do PSL

Até aí nada de anormal. Cada partido tem sua maneira de proceder; tem suas normas e se elas são “desobedecidas” estão sujeitas a estas decisões. Agora, usar de baixaria com a vida pessoal de cada um que é corrido de sigla partidária, isso a mim não importa. O que me interessa são suas ideias, seu procedimento como representante de seu eleitorado. Isso é o que mais interessa. Respeito a todas as demais opiniões, mas não comungo com elas. Todos sabem que sua profissão, ator de filmes pornô, o tornou conhecido e popular. É tão verdade que foi eleito deputado federal. Perguntado a respeito de sua carreira como artista pornô, afirmou categoricamente: "Não me arrependo de ter filmes eróticos, mas me queixo de só ser lembrado por esse período de minha vida”. E lascou: “Se tem um lugar que tem pornografia é em Brasília”. Ele foi exagerado? Alguém discorda dele ou não?      

O presidente continua causando polêmica

As declarações, inusitadas para alguém que não acompanhou sua carreira como deputado, tem causado certo espanto. Eu não me espanto. Isso dá oportunidade para que o cidadão o conheça melhor. E a partir daí tome sua posição. Pode continuar apoiando o seu candidato ou pode mudar de lado. Tenho afirmado que, embora muitos o critiquem e até ofendam, não posso discordam que ele “não engana ninguém” ao fazer certas afirmações. Eu prefiro um político que “bote a cara para bater” do que outro que se esconde, mas tem o mesmo pensamento que ele. Este é considerado, pelo menos por mim, como falso. Dá tapinha nas costas do eleitor e depois o apunhala. Tem também os “gozadores” que fazem críticas de maneira inteligente. Leiam:

Livraria presenteia componentes da Lava Jato  

Só poderia ser ideia de uma empresa carioca. São uns eternos gozadores. A Livraria Da Vinci, Rio de Janeiro, vai doar “livros sobre direito, para o ministro da Justiça, Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba”. É uma maneira, convenhamos, hilária, para gozar de seus conhecimentos jurídicos. Os exemplares, segundo o jornal O Dia (também do Rio), foram expostos nas redes sociais. A repercussão foi imediata. Mas a doação tem uma regra: “O prêmio só poderá ser usufruído presencialmente”. Tenho para mim que a crítica de programas humorísticos são as que mais atingem o objetivo. E o dono da Livraria, Daniel Louzada foi além: "Sem ressentimentos e divisionismos, nossa decisão mira o futuro. Acreditamos que esse primeiro contato com as leis brasileiras e o pensamento jurídico universal fará bem a suas excelências e ao país. Somos uma livraria especializada em ciências humanas. Fazemos um diálogo das questões brasileiras". É um grande humorista ou não?  

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