Destaque no passado e no presente
Publicado em 10/11/2015

Editorial


Que o cinema passa por um período de ascensão e com ótimas perspectivas de crescimento, em Bagé, é algo de conhecimento público e notório. Mas poucos, talvez, saibam o quanto a sétima arte esteve presente na história da Rainha da Fronteira.
Esse tópico, aliado à proximidade da 7ª edição do Festival Internacional de Cinema de Fronteira – que começa dia 23 –, fez com que a FOLHA do SUL, através do seu colaborador Cid Marinho, passe a apresentar, a partir da edição de amanhã, uma série de publicações cujo objetivo é expor, a todos, alguns dos locais que, ao longo dos anos, foram dedicados à exibição de filmes na cidade.
Em reportagem que antecipa essa parceria, publicada hoje, é destacado que a pesquisa tem uma importância muito além das estruturas arquitetônicas destinadas a exibir. Trata-se, em verdade, de uma história que comprova que o cinema sempre esteve enraizado nestas terras.
Para se ter uma breve ideia desse apontamento, basta verificar que é algo que teve início ainda em 1898, nada mais, nada menos que por meio dos irmãos Lumière, responsáveis por registrar a criação do cinematógrafo: a máquina de filmar e projetar que fez surgir, de fato, o cinema.
Sim, esses irmãos, de origem francesa, após apresentarem as primeiras exibições no Brasil, no Rio de Janeiro, acabaram por tornar Bagé a segunda cidade do país a receber um evento de tamanha importância para época e para a história. Ao se dirigirem para Montevidéu, pela linha férrea, acabaram aproveitando uma parada pela Rainha da Fronteira, que vivia o auge das charqueadas, e promoveram uma exibição no Teatro 28 de Setembro.
Por este motivo ou não, a cidade acabou tendo, na sétima arte, uma de suas inspirações.Tanto que, a partir daquele momento, muitos foram os espaços construídos ou adaptados com o propósito de apresentar obras cinematográficas para os que aqui viviam. Com o tempo, porém, esse setor acabou enfrentando uma espécie de crise. Houve o fim de muitas histórias. De qualquer maneira, este segmento retorna para Bagé e, a cada ano, demonstra que aquele momento de mais de um século atrás teve um significado importante. Comprovou que o cinema está no passado, mas também, cada vez mais no presente.

Deixe sua opinião