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Curso de capacitação em pecuária familiar acontece na Embrapa Pecuária Sul
Publicado em 12/12/2012

Rural

         Técnicos da Emater/Ascar e da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) participaram de um curso sobre pecuária familiar ministrado por pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul, na sede do centro de pesquisa, em Bagé (RS), nos dias 11 e 12. Além da capacitação o encontro serviu também para o planejamento de ações conjuntas das três entidades para o desenvolvimento da pecuária em propriedades familiares no Rio Grande do Sul. Segundo estimativa da Emater, cerca de 60 mil famílias têm como principal atividade econômica a pecuária.          Entre as ações definidas na reunião está a formação de um grupo de trabalho permanente para dar continuidade ao trabalho de apoio aos proprietários. Também ficou acertado que, no próximo ano, pelo menos cinco encontros reunindo técnicos e pesquisadores em regiões distintas do estado serão realizados. Já a Embrapa atuará junto à extensão rural, desenvolvendo pesquisas e repassando tecnologia, nas 20 Unidades Experimentais Participativas (UEPAs), criadas recentemente em propriedades familiares, pela SDR e Emater. Durante a reunião o diretor do Departamento de Agricultura Familiar da SDR, José Adelmar Batista, anunciou que no próximo ano a secretaria vai destinar R$ 10 milhões para o desenvolvimento de programas de apoio à agricultura familiar.          Em relação à capacitação, a programação foi iniciada com a palestra de Cláudio Ribeiro, da Emater, que falou sobre a caracterização da agricultura familiar. Segundo Ribeiro, a pecuária familiar é responsável por cerca de 230% da carne produzida no estado e por 40% dos terneiros de corte comercializados. “Além dessa importância econômica, onde estão as propriedades familiares estão as áreas mais preservadas de campo nativo do estado. Ou seja, a produção é feita de forma sustentável, sem prejuízos ao meio ambiente”, ressaltou.          Já o pesquisador da Embrapa, Marcos Borba, falou sobre o papel das UEPAs para o desenvolvimento da atividade. Segundo ele, uma das estratégias principais está justamente na participação ativa do produtor em conjunto com extensionistas e pesquisadores. “É uma forma de construção do conhecimento em conjunto, utilizando, para tanto, os saberes e a vivência do produtor”, salientou o Borba. O pesquisado Leandro Volk, por sua vez, apresentou o trabalho desenvolvido da Embrapa que é a utilização de monolitos, onde é possível observar a dinâmica solo/planta de uma forma didática, contribuindo para a conscientização da necessidade de preservação.          Outro pesquisador da Embrapa, José Pedro Trindade palestrou sobre princípios de manejo de campo nativo, ressaltando que práticas simples de manejo, como o diferimento de campo, podem contribuir para aumentar a produtividade, sempre de uma forma sustentável.

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