Coronavírus nos faz viajar pelo mundo
Publicado em 21/03/2020

Política

A tecnologia aproveita o coronavírus (desculpem o termo aproveita) para nos fazer conhecer o mundo. E aí você começa a ver que, embora a diferença de cultura e de classe social, nós somos todos iguais na hora da dor. Em momento de perigo, o medo de morrer se generaliza. Como se isso fosse antecipar ou prorrogar nossa vida aqui na terra. A profissão que abracei – radialista - me proporcionou conhecer diversas culturas de países sul-americanos. Ricos e pobres, de todas as raças, na hora de uma catástrofe, como a atual está sendo considerada, se deixam influenciar negativamente e o ‘terror’ atinge seu modo de viver. Nessa hora, as pessoas lembram que têm um ser superior e apelam pela sua clemência. E isso acontece com militantes de todas as religiões. Aqui, Deus é um só. A fé em Deus aparece mais durante alguma catástrofe como agora. Se temos fé no criador, devemos ter em mente que a ele nossa vida pertence. Ou seguir um ditado popular que explica bem o que estou tentando explicar: “é o único jogo que não tem prorrogação, chegou a hora, o juiz pega a bola dá as costas e fim de jogo”. Ou outro ditado popular: “Quando chega ‘a hora’ até de unha encravada a gente morre”. Tem um ainda mais popular: “Quem morre de véspera é peru”. Mas ele morre na véspera da festa. Quem estiver lendo este espaço, deve estar sendo acometido de raiva do colunista. Alguns estarão pensando que o senil endoidou de vez. É que nunca se aperceberam que minha posição sobre o nascimento e a morte tem dia e hora marcados pelo ‘Criador’. Do contrário, eu deixaria de ser religioso. Pois bem, vamos aos fatos que me levam a tentar ‘acalmar’ os nervosos habitantes de nossa terra. Já passamos por diversos ‘vírus’, divulgados como letais, que tiveram ampla repercussão, ocupando espaços e mais espaços da mídia e que se perderam no tempo e no esquecimento da população. É como uma tempestade que, passado o momento ‘trágico’ e calculados os prejuízos, a população esquece e os governos nada fazem para evitar a próxima. Então, qual a causa da ampla divulgação dos meios de comunicação sobre conoravírus? Canais de televisão mudaram as grades de programação e estão apenas divulgado a “doença do momento”. A atual atingiu, em cheio, a economia dos países. As bolsas caíram, os valores das ações das principais indústrias vieram abaixo e o dólar subiu, pelo menos, no Brasil. O que mais tem chamada a atenção é exatamente que, onde o coronavírus teve seu início, a China, teria aproveitado para adquirir ações em baixa, tomando conta de empresas de todo o mundo. Passando ‘para trás’, inclusive, o país mais acostumado a proceder desta maneira que é os Estados Unidos. Quando atinge o ‘bolso’, que é o ponto mais sensível, aí o bicho pega. Não tenho dúvida, embora não seja cientista, que em breve o vírus será controlado. A China já informou que lá está sob controle. Ontem, por exemplo, os Estados Unidos emprestaram dólares aos países que estão em dificuldade. Leia:   

Banco Central dos EUA socorre BC do Brasil

Colo a matéria do CB: “Diante da grande deterioração dos mercados mundiais, o Federal Reserve (FED), o Banco Central dos Estados Unidos, está fazendo uma ação coordenada com BCs de nove países para a troca de reservas internacionais. No acordo, ficou acertado que o FED socorrerá o BC brasileiro com US$ 60 bilhões. Os recursos estarão disponíveis por seis meses”. Pagaremos juros em dólar, o que não contém nenhuma novidade. O engraçado, para não dizer outra coisa, é que os dólares americanos poderão ser usados para controlar a suba do dólar no Brasil. E o mais importante é que terá que ser devolvido em seis meses. Então, é de se supor que a crise até lá será controlada. Tudo isso, efeito do coronavírus. A indústria farmacêutica está produzindo os remédios necessários para controlar o vírus. Os fabricantes de máscaras já produziram o suficiente para ampliar as vendas. Álcool em gel já duplicou o preço. E assim o mundo vai girando. Em meio a tudo, tem muita gente duplicando o capital, vendendo na alta e comprando na baixa, ações e dólares. Concordam ou não?

 

Itália supera a China em número de mortos 

A Agência France Press, baseada em dados oficiais, traz a informação: “A Itália superou a China, na quinta-feira (19/3), em número de mortes por coronavírus, com 427 novos óbitos em 24 horas, o que levou a um total de 3 405”. A China, onde surgiu o vírus contabilizou 3 245; Irã 1 284 e Espanha 767. Como se vê, até o placar da evolução da doença está sendo analisado, como se fosse uma disputa esportiva. Pois bem, eu resolvi entrar neste “placar” e pesquisei o site do Ministério da Saúde. “Desnutrição mata 15 pessoas por dia no Brasil”. Quem sabe uma campanha intensa dos meios de comunicação não diminuiria a fome no Brasil? Sugestão: vírusfome. Não adianta ficarem bravos comigo. Senil é assim mesmo. Certo?   

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