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Coronavírus, fake news e ética no jornalismo
Publicado em 14/03/2020

Editorial

Por Márcia Sousa

Editora geral

O jornalista é o agente e o canal de disseminação de informações. No entanto, o bom jornalista não é nada, se ele não tiver boas fontes e de confiança. A fonte é o pontapé inicial que provoca o jornalista correr atrás da informação para fazer a checagem e verificar  a veracidade. Muitos fatos relevantes para a sociedade jamais seriam conhecidos, ou demorariam a ser, se o profissional de comunicação não tivesse as fontes. Todos os escândalos políticos dos últimos anos no Brasil não teriam vindo à luz do dia, se os jornalistas não tivessem fontes. Tudo o que vimos como o Mensalão e a Lava Jato, por exemplo, teriam ficado escondidos debaixo do tapete, se não existissem as fontes. Esse preâmbulo é para inserir o que ocorreu na quinta-feira à noite, quando o jornal Folha do Sul postou a notícia de que havia suspeita de coronavírus em Bagé. Vejam bem: “suspeita”. Dois jornalistas do Folha do Sul obtiveram a informação e um deles conseguiu, de forma exclusiva, a circular que fala sobre o caso de um professor que viajou para países com registro de contágio; no retorno a Bagé, com sintomas leves de um resfriado, o educador foi consultar na Unidade de Pronto- Atendimento (UPA). Por precaução, o docente resolveu ficar em quarentena em casa. Mediante a pandemia que está parando o planeta, com medidas drásticas como o cancelamento de voos, de eventos e por ai vai, isso é de extrema relevância, pois o professor retornou do epicentro da doença. Pouco antes da postagem, a redação já havia recebido a notícia de que alguém teria retornado de viagem da Europa e teria ido consultar. Entretanto, já havia especulações em torno do assunto na cidade. Pois, com base na circular que fala sobre o caso e orienta aos servidores da Unipampa, o jornal postou sobre o caso “suspeito”. Bastou para que o jornal concorrente fosse correr  atrás e desmentisse a notícia, usando as duas palavras da moda “fake news”, ou seja, notícia falsa. E, nessa mesma linha, uma assessora de imprensa, talvez no afã de manter-se no emprego a ferro e fogo, também descaracterizou a notícia publicada pelo jornal Folha do Sul, além de incitar as pessoas. Não é a primeira vez que essa assessora tem esse tipo de postura execrável, que não condiz com a conduta do jornalismo. No jornal Folha do Sul, temos como conduta que, na verdade, é um imperativo, jamais descaracterizar a informação de outro. Isso se chama ética. Sabemos perder uma notícia, porque isso faz parte da informação, mas jamais corremos atrás para desmerecer o outro. Ninguém é dono da verdade. Se cometermos erro, existe uma publicação que chamamos de “erramos”. Portanto, cabe a nós reconhecer quando erramos, mas jamais apontarmos o erro do outros, pois isso se chama ética.


Folha do Sul: Mudar para inovar
Com os desafios da era digital, o jornal Folha do Sul está em constante processo de transformação para atender o mercado consumidor de informação cada vez mais exigente. É um olhar para o leitor e para os nossos anunciantes. Com 10 anos de existência, o jornal Folha do Sul já introduziu no mercado novos produtos que nenhum impresso, até então, tinha feito em termos de inovação. Um deles é o Café com a Redação - iniciativa pioneira, aos sábados, com duração de uma hora, com transmissão ao vivo pela rádio Pop Rock e pelas redes sociais do jornal. Em janeiro, o programa, que é uma parceria jornal Folha do Sul, Pop Rock e Grupo JW, completou um ano de atuação. Outra iniciativa é o Papo na Cozinha, que sempre recebe um convidado. O programa consiste no preparo de um prato e uma entrevista descontraída com o convidado. Na semana passada, a jornalista Niela Bittencourt assumiu a editoria on-line do jornal, com notícias em tempo real dos fatos no site e redes sociais. Agora, o Folha do Sul vai começar apresentar um telejornal com notícias factuais  no final do dia. A responsabilidade é do jornalista Fernando Tólio, que apresenta o Café com a Redação e trabalha na rádio Pop Rock. Além disso, Tólio vai ficar com a produção do Café com a Redação e do Papo na Cozinha. O Folha do Sul já tinha feito por algum tempo um telejornal com reportagens especiais. Agora, o foco é a notícia do dia, pois estar em transformação é uma de nossas metas. Saindo do meio digital e indo para o impresso, outra novidade: os três cadernos (Kids, Saúde e Contemporâneo) passam a circular em uma edição conjunta na sexta-feira. A ideia é que o suplemento tenha mais apelo visual com algumas matérias exclusivas e mais aprofundadas. Além do conteúdo impresso, vai ser produzido conteúdo digital, com produção de moda voltada às necessidades dos nossos clientes.

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