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Coronavírus coloca eleição de outubro em xeque
Publicado em 24/03/2020

Política

O coronavírus infelizmente avança a passos largos no Brasil. O momento, assim como o amanhã, é de incertezas. O vírus, que impôs um novo modo da humanidade se relacionar, está ditando as agendas dos governantes. A ordem é precaução e, sobretudo, muito cuidado com a vida. Nesse contexto, se insere a eleição municipal que acontece em outubro. O que fazer diante desse novo cenário global é a grande questão. O pleito não envolve só o dia da votação, mas tem todo um processo de preparação, como, por exemplo, as convenções dos partidos e a própria campanha eleitoral. Isso implica em aglomerações - a palavra que mais causa pânico e adverte que é necessário se afastar em tempos de pandemia.
Há outros fatos por demais importantes. A doença, que se alastra como pólvora planeta afora, requer foco dos prefeitos e demais políticos. Portanto, a cabeça não tem que estar pensando em outubro, agora é hora de administrar e nada mais. Os brasileiros irão às urnas no dia 4 de outubro, para eleger 5 570 prefeitos e 57 mil vereadores. 
Neste domingo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante coletiva de imprensa, sugeriu cancelar as eleições. Ele sugeriu que se faça um “mandato tampão” por causa da pandemia do coronavírus. E foi mais longe ao afirmar que “eleição no meio do ano vai ser uma tragédia”.
O calendário eleitoral define 15  de agosto como o último dia para os partidos e as coligações apresentarem à Justiça o requerimento de registro dos candidatos. 
Antes do pronunciamento do ministro, políticos já haviam defendido a suspensão da eleição. Mas nem todos têm o mesmo pensamento. O Estadão divulgou que nos bastidores, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Roberto Barroso, não cogita suspender o pleito e que ainda é cedo para qualquer alteração.
Na entrevista coletiva do prefeito Divaldo Lara, por meio das redes sociais, no final deste domingo, a jornalista do jornal Folha do Sul, Niela Bittencourt, perguntou sobre qual era a posição do chefe do Executivo em relação à sugestão do ministro da Saúde. Divaldo respondeu que não consegue pensar nisso, pois, agora o foco é atender a população e buscar recursos para o município o mais rápido possível. Segundo ele, recursos que seriam gastos em eleição seriam muito bem-vindos para aplicar na compra de equipamentos e outras necessidades, para conter o avanço do coronavírus.

Embora o processo eleitoral seja diferente, mas, em razão do coronavírus, o governo interino da Bolívia suspendeu por tempo indeterminado a eleição presidencial que ocorreria em maio.

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