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Coordenador da Descida do rio Camaquã faz relato sobre aventura
Publicado em 21/01/2020

Geral

Foto: Uendel Delgado/Especial FS

Participantes de diversas regiões do Rio Grande do Sul

Aconteceu de 17 a 19 deste mês, a edição de 2020 da Descida do rio Camaquã. Neste ano, o trajeto que os remadores percorreram foi de 29 quilômetros, entre o “Passo das Carretas” e o “Paredão”. Sendo percorridos 24 quilômetros no primeiro dia e mais cinco no segundo.

O coordenador do evento, o remador José Crespo, informa que, para dois grupos de remadores, a aventura começou na quarta-feira. “O Ruizito e Harry Ebert, junto a alguns amigos e familiares, saíram na quarta-feira. Na quinta-feira, chegaram próximo de 30% dos participantes.  Já com parte da coordenação presente, foi antecipada a colocação de água potável e sinalizado percurso por terra. Na sexta-feira, após o meio-dia, chegou a cozinha; 3ª Companhia de Eng. de Combate Mecanizada; viatura dos bombeiros com guarda-vidas e terminamos o dia com um fluxo intenso de participantes; vindos de Estrela, Teutônia, Camaquã, Pinheiro Machado e Piratini. Sábado, com um pouco de atraso, iniciamos a navegação, com 59 embarcações e uns 80 remadores, aí incluída a equipe do Exército com oito componentes”, detalha Crespo.

Segundo o coordenador, o percurso foi tranquilo, mas, logo no início, os remadores tiveram de transpor a "cachoeira da Lígia", onde demoraram um pouco para seguir no trajeto, “pois sempre há uma preocupação maior com os remadores estreantes. Então, é feita uma avaliação prévia por remadores mais experientes, achando o melhor traçado para logo após os guarda-vidas e equipe do Exército (com embarcações pneumáticas) ficarem posicionados estrategicamente”, explica o remador. Conforme ele, após 14 quilômetros, os participantes pararam para almoço, “onde, podia se ver bifes no disco; mini trempe da equipe "Casta Banzai", bem como salaminho, queijo, biscoito ou mesmo outros tipos de fiambre. Por volta das 17h30min, chegamos à ‘corredeira do Paredão’, que fica uns 500 metros acima; como o nível do rio bom naquele ponto, alguns resolveram descer remando (onde me incluo) e a maioria teve êxito de percorrer 100 metros sem naufragar, dando um pouco de trabalho às equipes do Exército e bombeiros. Após um atraso de meia hora, finalmente chegamos ao ponto mais aguardado desta descida”. Ele destaca que ao chegar ao “Paredão", os remadores tiveram uma visão deslumbrante do Camaquã passando entre dois cerros de pedra com altura próxima de 150 metros no ponto mais elevado. “Finalmente, quatro quilômetros abaixo terminamos a jornada com carregamento de embarcações e remadores, retornamos ao acampamento, percorrendo 30 quilômetros de algumas timbas via ‘Chapadão’”, informa o coordenador da atividade.

No percurso de domingo, com largada no "Passo das Carretas", de apenas cinco quilômetros e, finalizando no acampamento, apenas 28 embarcações e próximo de 50 remadores. A largada começou às 10h30min, com previsão de remada em torno de duas horas. “No segundo dia, muitos preferem ficar no acampamento e, descansar, menos os ‘fominhas’. Cito o Pedro Auso, de Camaquã, remador que já nos acompanhou outras vezes, com larga experiência. Ele me disse que iria remar rio acima para nos esperar. E foi o que aconteceu. Em uma hora e meia e, descendo apenas uma vez, percorreu cinco quilômetros. Este trecho é muito suave, com pequenas corredeiras e trechos com correnteza onde pouco se rema. Fizemos uma parada na praia das ‘Cabanas’, onde o grupo ficou um tempo de molho e se juntou para uma foto. Após a foto, o "Velho do Rio", Larronda fez contato com a base, onde, seu operador drônico, Wendel ,estava de prontidão para algumas tomadas logo após a passada da ponte. E assim foi, com as embarcações se agrupando em torno das equipes dos bombeiros/Exército, formando um círculo, como forma de agradecer seu apoio por nos conduzir em segurança por dois dias, finalmente chegamos ao acampamento, terminando esta edição de maneira altamente positiva, num ambiente onde só o companheirismo, o bom humor, as histórias, a troca de experiências e o respeito à natureza e pessoas é o motivo da longevidade deste grupo”, descreve José Crespo.

Ele reitera que agradece a todos que auxiliaram na edição da aventura, mas faz ressalva ao subtenente Marcos Santos, por conseguir, junto aos seus comandados, apesar de grandes dificuldades, disponibilizar seu apoio para a realização da Descida do rio Camaquã deste ano.

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