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Projeto Fosfato Três Estradas
Comunicação para estreitar laços com a população de Lavras do Sul
Publicado em 21/10/2019

Geral

Foto: Maria Julia Medeiros - Nano BizTools/Especial FS

Maikon Cirella apresenta o Jogo da Mineração - produto criado pela Nano BizTools

Em um mundo cada vez mais interconectado, estabelecer laços duradouros e conquistar a confiança de uma comunidade pode se tornar um desafio para uma empresa de comunicação. No caso da Nano BizTools, por exemplo, estas foram as soluções. Contratada em 2016 pela Águia Fertilizantes para montar a estratégia de comunicação do projeto Fosfato Três Estrada - empreendimento de mineração em Lavras do Sul, na Campanha Gaúcha, a empresa entendeu logo de início que a única fórmula para o êxito estava em aspectos como o respeito, a empatia e a crença de que não existem fórmulas prontas na hora de informar, conectar e engajar uma comunidade. 
“Quando você não conta a sua própria história, alguém vai lá e faz isso por você”, diz o engenheiro Diego Boeira, diretor da Nano e especialista na gestão de projetos ambientais.
Conforme ele, o desafio foi grande, muito pela observação de que a mineração é, normalmente, encarada com maus olhos, apesar de hoje, garante Boeira, estar totalmente alinhada com as legislações ambientais, além de representar uma via de desenvolvimento social e econômico. Boeira ressalta que o fato de o setor não possuir uma tradição de comunicação dificulta ainda mais o cenário na busca por um reposicionamento. Por isso, foram necessários meses de trabalho focados apenas em escutar a população, entender seus anseios, esclarecer dúvidas e construir pontes de comunicação, para que a Nano BizTools conseguisse alcançar os objetivos.

Expectativa e trajetória da iniciativa
De acordo com a empresa, desde 2011, Lavras do Sul, com cerca de oito mil habitantes, vive a expectativa da instalação desse projeto. “Em janeiro de 2016, quando a Águia fez a primeira campanha de campo houve uma série de conflitos no acesso das equipes aos locais onde se pretendia instalar o projeto”, informa a empresa. Diante deste problema, foi identificada a necessidade de contratar uma companhia focada em comunicação. “Eu tinha uma postura antiga e tradicional do setor de mineração, pois evitava o contato com as comunidades. Isso estava me encaminhando para uma situação de insucesso, porém, com a Nano, conseguimos reverter a tempo. Foi um trabalho revolucionário”, relembra Fernando Talarico, diretor-geral da Águia Fertilizantes. 
Frente à resistência da população, a Nano BizTools entendeu que o diálogo seria o caminho inicial, por isso estabeleceu diversas metodologias inovadoras de gestão, como design thinking; business design; frame innovation; storytelling; sreativetrident e gamificação. “Nos interessa o resultado e não apenas o processo”, diz Caco Idiart, responsável pelo desenvolvimento de jogos analógicos e digitais dentro da Nano. Segundo ele, o grande erro das empresas é aplicar metodologias engessadas, como se fossem receita de bolo, que não levam em conta a realidade dos negócios ou do público. Somente após exaustiva escuta dos moradores foi criado um plano de comunicação que não necessariamente correspondesse às expectativas da empresa, mas, principalmente, da população, detalha a empresa. 
E o processo de escuta não parou por aí, segundo Caco. Ao longo dos primeiros meses de trabalho, foram identificadas, também, lacunas na comunicação interna da empresa. Para isso, um trabalho criativo e dinâmico foi elaborado para resolver a questão. “Os funcionários da empresa são um dos principais elos de comunicação com os munícipes. Eles recebem e transmitem informações que não estão em outros canais, por isso é muito importante que todos estejam bem informados e alinhados com os valores da empresa”, explica Caco.  

Estratégias
Com o avanço das relações com a população e um investimento social, que demandava bastante atenção, a Nano elaborou diferentes estratégias como o grupo de trabalho “Nossa Terra” - comitê que serve para avaliação e decisão sobre quais projetos da sociedade local a Águia deveria ou não fazer parte, bem como colaborar, seja financeiramente ou com fornecimento de mão de obra; com a criação de uma agenda positiva articulada por pessoas do setor da mineração, que gera conteúdos relevantes e traz à população informações sobre o futuro empreendimento a ser instalado na região; séries de reuniões e encontros comunitários, oficinas de empreendedorismo com a comunidade local, além de toda uma rede de comunicação digital. 
“O resultado desses três anos de trabalho não podia ser mais positivo”, ressalta a empresa. Além de uma Audiência Pública realizada em março de 2019, que contou com apoio quase total da população, segundo a Águia, o projeto recebeu, nesta semana, a Licença Prévia que atesta a viabilidade ambiental do empreendimento. 
O prefeito de Lavras do Sul, Sávio Prestes, resume o trabalho realizado da seguinte forma: “A chegada da Nano aproximou a empresa da comunidade por meio de atividades socioeducativas e uma comunicação eficiente, eficaz e moderna. É um trabalho moderno, de vanguarda, com estratégias e metodologias muito sérias e transparentes, que geraram uma confiança muito grande da população lavrense em relação ao empreendimento. Com certeza, foi uma das maiores, melhores e mais positivas audiências públicas sobre mineração que se tem conhecimento. Esse trabalho certamente deve servir como exemplo para outros empreendedores do setor”, completa. 

 

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