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Comitê vai monitorar riscos à saúde pública no Estado
Publicado em 26/09/2019

Geral

Foto: Itamar Aguiar/Especial FS

Secretária assinou a portaria ontem

Um comitê para facilitar a tomada de ações de monitoramento e resposta em situações que podem constituir potencial ameaça – como surtos e epidemias, doenças de causa desconhecida, alteração no padrão de doenças conhecidas, levando em conta a disseminação, gravidade e vulnerabilidade desses agravos – será formado pela Secretaria Estadual da Saúde.
A secretária  da Saúde Arita Bergmann assinou, ontem, uma portaria para a instituição do Comitê de Avaliação e Monitoramento dos Eventos de Saúde Pública. A dengue, o sarampo e a febre amarela são exemplos de assuntos que podem vir a receber atenção do grupo, variando conforme o momento do ano e da situação das doenças no Estado ou país.
A coordenação é do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) e a sua composição conta ainda com representantes do Laboratório Central do Estado (Lacen), de outras áreas da Secretaria Estadual de Saúde. O comando geral será da secretária Arita Bergmann, quando estiver presente ou sediar uma reunião.
De acordo com a situação epidemiológica, o comitê pode vir a convidar técnicos e gestores de outras áreas dos governos municipais, estadual e federal, de instituições e entidades técnico-científicas relacionadas com o assunto ou mesmo profissionais especializados para atuarem como apoio técnico.
Enfrentamento ao Aedes
A assinatura da portaria pela secretária ocorreu durante reunião de avaliação da situação do Aedes aegypti no RS. O mosquito é o transmissor da dengue, zika e chikungunya. Para a atividade, o Cevs convidou os 112 municípios do Estado que tiveram caso autóctone de dengue confirmado em 2019 ou que estão com índice de infestação predial do inseto no nível de risco (acima de 3,9% dos imóveis vistoriados com a presença de criadouros com larvas do mosquito).
A atividade, realizada em Porto Alegre, apresentou as perspectivas da dengue, zika e chikungunya para o próximo período de sazonalidade, que se inicia com a chegada do verão e vai até maio. Durante o evento foram ainda discutidas estratégias de controle do mosquito, assim como a relação com a atenção básica e capacitações de equipes.
O Rio Grande do Sul registrou neste ano 1 281 casos de dengue, dos quais 1 072 deles autóctones, ou seja, com a transmissão dentro do Estado. Zika e chikungunya também tiveram um caso autóctone cada confirmado no Rio Grande do Sul.

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