Comércio em Foco 27.12.219
Publicado em 27/12/2019

Vitrine Empresarial

Intenção de Consumo das Famílias gaúchas cresce em dezembro  

A pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF), do Sistema Fecomércio-RS, de dezembro, apresentou melhora ao chegar ao 92,2 pontos, alta de 2,7% frente ao mês anterior e aumento de 10,5% em relação ao mesmo período de 2018. Ao longo de 2019, apesar de ter ficado em torno de um mesmo patamar na comparação mensal, o ICF fechou o ano com alta na margem, registrando o maior valor desde maio de 2015 (94,9 pontos), com avanço ante o mês anterior em todos indicadores, com exceção do nível de consumo atual. Os dados foram divulgados ontem, dia 26. 
A análise da Fecomércio-RS diz que recuperação da confiança ainda é lenta e as famílias seguem cautelosas, com o índice ainda não tendo atingindo o patamar otimista (a partir de 100 pontos). O único componente do ICF que sustenta uma distância considerável do patamar neutro é a situação do emprego (113,9 pontos). A perspectiva de consumo (102,2 pontos) ainda tem oscilado ao redor da neutralidade, enquanto a situação de renda atual, que ficou predominantemente acima da linha neutra durante 2019, atualmente se encontra logo abaixo (99,1 pontos). Momento para duráveis (63,8 pontos), por sua vez, persiste com elevado pessimismo, puxando o índice para baixo.
Segundo o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, a retomada da economia impôs uma velocidade mais lenta ao retorno da confiança das famílias em 2019. Para ele, no RS, além da crise fiscal, que reflete atrasos dos salários dos servidores, o mercado de trabalho de maneira geral não teve um comportamento animador ao longo de 2019. Ainda, mais recentemente, o aumento dos preços das carnes, importante item de consumo dos gaúchos, certamente implicou uma percepção de redução da capacidade de consumo. 
Numa avaliação referente ao futuro, tanto a perspectiva profissional quanto a de consumo encerram 2019 em nível mais alto do que 2018. A diferença, porém, está no patamar. Enquanto a perspectiva profissional persiste pessimista, a de consumo marginalmente superior à neutralidade. 

Deixe sua opinião