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Comércio em foco 04.10.2019
Publicado em 04/10/2019

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Informalidade continua puxando a queda na taxa de desocupação

Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, divulgada pelo Fecomércio-RS, a taxa de desocupação média brasileira foi de 11,8% no trimestre encerrado em agosto de 2019, recuando 0,4 pontos percentuais (p.p.) em relação ao trimestre anterior (março a maio de 2019). Na comparação com o trimestre encerrado em agosto de 2018, quando a taxa era de 12,1%, houve recuo de 0,3 p.p..
No que se refere aos componentes da taxa de desocupação, comparativamente ao mesmo período de 2018, o contingente de ocupados aumentou 2,0%, enquanto a força de trabalho disponível expandiu 1,7%. Desse modo, o aumento no número de pessoas ocupadas em maior medida que a elevação da força de trabalho disponível resultou no recuo da taxa de desocupação em relação ao mesmo período de 2018.
O rendimento médio das pessoas ocupadas foi de R$ 2 298 00 no período de junho de 2019 a agosto de 2019, apresentando estabilidade em relação à remuneração do mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2 302 00, em montantes atualizados). A massa de rendimento também ficou estável na mesma base de comparação.
Por um lado, enquanto os dados da Pnad têm mostrando queda na taxa de desocupação, que se encontra em nível muito alto, por outro, os resultados revelam que a ocupação tem avançado com base na informalidade: dos 1,84 milhões de novos ocupados em relação ao mesmo trimestre de 2018, 78,3% foram em ocupações informais, condição que corresponde a 41,4% da população ocupada.
Assim, mesmo com um maior número de pessoas trabalhando, ocupações com rendimentos menos estáveis e menores limitam uma expansão mais forte da massa de rendimento, mitigando o potencial de expansão do consumo na economia.
 

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