Combustíveis e eleição
Publicado em 17/01/2014

Editorial

Felipe Valduga
felipelvalduga@gmail.com

A informação ainda não foi confirmada pelo Governo Federal, mas já surgiram os primeiros boatos de uma nova alta dos combustíveis. Reportagem da Folha de São Paulo, publicada na quarta-feira, alertou que o Ministério da Fazenda e a Petrobras estimam, para junho, um novo aumento da gasolina e do diesel.
Conforme a publicação, a medida faria parte de um calendário, ainda não divulgado ao mercado, que integra um dos pontos do mecanismo aprovado em dezembro pelo conselho de administração da empresa, presidido pelo Ministério.
Na reunião, diz a Folha, o conselho iniciou uma nova política de preços com o reajuste de 4% para a gasolina e de 8% para o diesel. O interessante é que a ação culminou com a inflação de dezembro, atingindo 0,92%, a maior em uma década.
Vale ressaltar que, como estamos em ano eleitoral, o controle da inflação deve ser uma das metas do governo, até mesmo porque comprometeria uma possível vitória da então presidente Dilma na hora do voto.
Ou seja, tudo está ligado. Resta saber se, assim, os combustíveis subirão, novamente, antes do período eleitoral. O consumidor, que é quem paga – e vota –, espera que não.

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