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Coluna Social 13-08-19
Publicado em 13/08/2019

Social

Foto: Divulgação/FS

Adelaide Brasil Sá, Flávio Leite, clic Fábio Lucas

PARA SEMPRE GILCA, concerto na Catedral de São Sebastião, ou teria sido encontro de talentos musicais que “amam de verdade” a maestrina  Gilca Nocchi Collares?  Penso que foi um pouco disto tudo. Um momento para ficar guardado no cofre afetivo da memória cultural de Bagé. O que dizer daquele final apoteótico, coral e plateia cantando: “amigos para sempre é o que nós iremos ser, na primavera ou em qualquer das estações, nas horas tristes nos momentos de prazer, amigos para sempre”, uau!  É preciso aplaudir também ao regente Renato Paim – impecável em seu procedimento muito nobre, além de profissional. Gostei de ter escutado, Rubinho Oliveira disse tudo apenas palavras do coração. A pianista Zaida Valentim também, uau!

“PAREI a uma porta aberta para mirar um ladrilho.” (Cecília Meirelles).  E, tu, Gilca, dirás:  “Parei a uma porta aberta para absorver a magia da cantata e fazer dela minha inspiração como regente, em especial, do Coral Auxiliadora.”

Quanto tempo de tua caminhada, Gilca. Quantos momentos da tua vida germinados em Bagé.  E nós,  teus amigos e admiradores, te interpretamos e sorvemos da tua regência musical quer no catálogo das missas solenes na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, quer nas cerimônias de casamento das mais tradicionais famílias de Bagé. [...].

GILCA,  aqui estamos para te embalar em nosso afeto. Para acariciar este teu jeito elegante e melodioso de ser. Tal qual o balanço de teus cabelos que acompanham o de teus braços ao reger, pra lá e pra cá, nós queremos te embalar no  “vai e vem” do pulsar de teu e de nosso coração,  todos juntos, neste lugar sagrado. Também há em ti, Gilca, um tumulto de generosidades que faz de ti um ser muito especial - “primeira e única”.  Nas circunstâncias de olhos úmidos em que se acendem as luzes do coração, nós queremos louvar os teus gestos múltiplos que te aproximam de quem mais necessita de teu olhar e de tua atenção.

NA CARRUAGEM do tempo, a figura de Gilca surgia sempre como a “semibreve musical” naquelas memoráveis seleções de “Mulheres mais Elegantes” de Bagé. Uma Gilca plena, exuberante, perto do mundo cultural e da vida social da cidade.[...]. (Autor desconhecido)

PARA SEMPRE GILCA, nas palavras de Elvira (Mercinha) Nascimento

HOJE, os horizontes de Bagé se dobram para ti e as estrelas de nossos céus migraram até teus braços. Uma luz especial enrola este instante, o teu tempo eterno de toda tua vida.

SOMOS o teu Coral Auxiliadora, que recebeste um dia  das mãos do padre Carlini como uma das mais belas missões espirituais da arte. E vimos, hoje, de todos os lugares e nos juntamos aos que sempre estiveram aqui. Somos muitos e somos teus.

ESTAMOS em torno de ti, como sempre estivemos, bebendo tua luz maior, tua sabedoria musical, tua radiante criatividade e esse magnetismo pessoal que constrói a rede mágica que nos costurou numa só e mesma alma musical em tantos concertos pelo mundo afora.

DENTRO de nós nos seguramos à regência de tuas mãos que sabem os ritmos das brisas e ventos do sul, tua figura solar, teu olhar afeito a travessias profundas e as mais delicadas harmonias.

SOMOS o teu legado. Tua alma multiplicada e unificada no ofÍcio prodigioso do amor e da beleza. SOMOS todos os teus instantes e tua eternidade. Não podemos nos separar, seremos habitados uns pelos outros e sempre por ti, Gilca,  por tua plenidade e teu esplendor humano. Pelas tuas silenciosas lições de amor, por essa arrebatadora paixão pela beleza, pela tua doçura e resistência. [...].

FLUTUAREMOS na história, transcendendo épocas e espaços. Tua história entrelaçada a nossa; e, tu, abraçada em teu próprio milagre. Essa essência intransmissível de encontro humano e da celebração da arte em seu calor e sua mais profunda plenitude. 

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