Brechós: um mercado alternativo
Publicado em 25/04/2013

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Foto: Juliana Andina

Bruna afirma que ação colabora com a sustentabilidade

por Juliana Andina

Sejam de móveis, roupas, calçados ou acessórios, os brechós estão presentes em nosso dia a dia. Com conceito de reaproveitamento de peças, é através deste tipo de comércio que muitos bageenses aproveitam para limpar o guarda-roupa e ainda conseguir algum dinheiro.
Para a proprietária do Brechó da Tia, Jacinta Lupschinski, este tipo de negócio tem dado certo. “Trabalho com venda de roupas e calçados há um ano e meio e tenho uma clientela muito boa. E é com a chegada do inverno que as pessoas buscam e compram mais”, fala.
É também através das redes sociais que a venda de roupas usadas ganha espaço. Para Bruna Robaina, dona da página Pampina Brechó, este tipo de comércio on-line é crescente. “Um dos motivos que me fez abrir o Pampina foi porque acredito que é preciso repaginar a imagem dos nossos armários. As minhas colaboradoras costumam dizer que quando praticam o "desapego" coisas muito melhores vêm”, brinca.
A dona de casa Sulani Soares Vieira relata que é no brechó que consegue vestir toda a família gastando pouco dinheiro. “A gente encontra roupas de qualidade e por um preço acessível. Agora, com a chegada do inverno, é possível adquirir roupas boas e que protegem do frio”, diz.
Jacinta destaca que é imprescindível a escolha das roupas que serão vendidas. “Não posso vender roupa velha. Sempre fazemos uma seleção minuciosa para garantir que as roupas e calçados estejam em boa qualidade”, relata.
Quanto aos valores, Bruna explica que organizou uma tabela. “Estipulei uma tabela de preços para poder equiparar os valores dos produtos. Assim, conseguimos vender as roupas por um preço justo e acessível”, pontua. Ela acrescenta que os brechós colaboram para a sustentabilidade. “Os brechós contribuem e muito para um ambiente sustentável, pois os artigos não são descartados, mas sim passados para outras pessoas”, encerra.

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