Gilmar de Quadros e FOLHA do SUL homenageam 19 bageenses
Bravo 2012
Publicado em 30/11/2012

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Foto: Emília Rosa

Administrador de empresas Pedro Ernesto Capiotti Obino, troféu entregue pelo diretor da Aciba, Valmor Coradini Jr.

BRAVO ÁLVARO GODOY, o caldeirão borbulhante de sempre!
 
A DIREÇÃO do jornal FOLHA do SUL e os patrocinadores desse evento: Dimagem-Dirad, Ótica Conquistadora, Concessionária Tterrasul, Clínica Jorge Kaé, Intuição Acessórios, Peruzzo Supermercados, Josi Cantareli, Floricultura Marta, Prefeitura de Bagé, Secretaria de Cultura de Bagé, Rede de Hotéis Obino, restaurante MadreMaria, Elisa Quintanilha Produção de Eventos, Gleider Fotografias e os produtores do Bravo: Rubens de Oliveira e Nara Maia apresentam os Destaques Bravo Álvaro Godoy e Mérito Maria Anunciação Gomes de Godoy. 
 
NA ABERTURA do espetáculo, “um pianista no telhado” e só poderia ser Ivonléo Monteiro, tocou duas músicas lindas! A primeira, “Mágico de Oz” diz assim: “em algum lugar além do arco-íris, bem lá no alto, e os sonhos que você sonhou/ Uma vez em um conto de ninar, em algum lugar além do arco-íris, pássaros azuis voam”. E os sonhos que você sonhou. Sonhos realmente se tornam realidade. Algum dia eu vou desejar por uma estrela, acordar onde as nuvens estão muito atrás de mim/ Onde problemas derretem como balas de limão. Bem acima dos topos das chaminés é onde você me encontrará/ Em algum lugar além do arco-íris pássaros azuis voam/ E o sonho que você desafiar, por que, por que eu não posso? Bom, eu vejo árvores cheias de vida e rosas vermelhas também. Eu vou assisti-las florescer pra mim e pra você. E eu penso comigo: que mundo maravilhoso! (...)

A SEGUNDA foi O Fantasma da Ópera! Querem relembrar num trechinho: “olha nos meus olhos, esquece o que passou. Aqui neste momento, silêncio e sentimento. Sou teu poeta, sou teu cantor, teu rei e teu escravo, teu rio e tua estrada. Vem comigo meu amado amigo, nesta noite clara de verão. Seja sempre o meu melhor presente. Seja tudo sempre como é, é tudo que se quer (...)

NA SACADA do Palacete, muita luz: âmbar, dourada e verde, a bela voz da soprano Giulia Dall'Oglio acompanhada de Willian M. Baldasso (violino) e Rafael Vignatti (piano), Trio ó Som, de Bento Gonçalves. Que participação de luxo, que repertório bem selecionado, bem de acordo com a ocasião, hein! E a luz colorida “ia e vinha” ao sabor da brisa de uma noite de verão e sob o olhar atento da equipe de produção que merece muitos aplausos, uau!

NO TERRAÇO, eis que surge de repente, o tenor Joab Muniz cantando em italiano para delírio da plateia que o aplaude muito. Que música ele cantou, deixa-me ver, ah, lembrei: O sole mio! “Che bella cosa na iurnata 'e sole, n'aria serena doppo na tempesta! Pe' ll'aria fresca pare gia` na festa, che bella cosa na iurnata 'e sole.Ma n'atu sole cchiu` bello, oi ne', 'o sole mio, sta nfronte a te! O sole, 'o sole mio, sta 'nfronte a te, sta 'nfronte a te! Que belo!  Isso é o Bravo, meus amores!  (O texto a seguir leva assinatura da professora e advogada Rafaela Gonçalves Ribas).
 
NESTA HISTÓRICA aldeia fronteiriça, através deste troféu Álvaro Godoy, nomes, vultos, títulos, trilhas, histórias e sagas neste sul de nossa vida e de nossa alma, distante de muitos, mas tão perto somos nós, nas estradas e nos atalhos e a vida escorrendo dos poros da história e nós presentes em nós e no mundo.
 
NESTA NOITE, sob o olhar branco das estrelas, enquanto o mundo desliza, enquanto as rugas do tempo se movem, enquanto os deuses de ontem e de hoje se esplendem no rosto dos dias, enquanto nossa candente história se acotovela nos arquivos da memória do Rio Grande, enquanto a luz crescente desta noite molha as colunas desta casa secular. O BRAVO aqui volta, quando aposta no insondável. Propondo, preenchendo escuros no leito do inusitado. Ressuscitando talentos na branda ordenação de seus lumes. Sinalizando suas permanentes busca de simetrias que acordam a alma, nutrem o coração. Buscando nomes albergados em nossa história, em nossa vida, misturados ao sínodo de todos os afetos.
 
O BRAVO é farol debruçado sobre as instâncias do encontro e do encantamento que nos absorve com seu manto de luz perene embebendo de pluralidade os contornos do conhecimento ancorado nas sesmarias da emoção. O BRAVO, neste troféu, acolhe a todos vós, homenageados desta noite, em que já se anuncia o Natal com o Deus-Menino pousado no coração de todos nós. Nesta aldeia fronteiriça, no desejo de recompor sua própria história.
 
O BRAVO com seu tempo dividido entre os bocados preciosos já vividos e as dóceis escrituras do presente perpetuam a memória em suas guarnições de surpresa, seus retratos guardados nos escaninhos demorados do destino.

O BRAVO descobre raízes e alicerces na fragrância de almiscares e alecrins, buscas e conquistas, desígnios e construções. Momentaliza o homem e celebriza a mulher na substância de seus pensamentos.

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