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Brasil lidera lista de países mais perigosos para viver em 2019
Publicado em 11/09/2019

Segurança

Foto: Getty Images/especial FS

Violência urbana e instabilidade política foram decisivos em avaliação negativa

Pesquisa do portal InterNations, site global de informações e comunidades para pessoas que vivem e trabalham no Exterior, divulgou lista na qual o Brasil é o país mais perigoso para viver entre 64 destinos globais. Na pesquisa, buscou-se a visão de estrangeiros que vivem por aqui, diante de quesitos como qualidade de vida; opções de lazer; felicidade pessoal; viagens e transportes; saúde e bem-estar; segurança e proteção; além de vida digital (facilidade de acesso e velocidade das redes de telecomunicações).

De acordo com a revista Forbes, os resultados fazem parte da mais recente pesquisa da Expat Insider, da InterNations, um relatório abrangente sobre como é viver e trabalhar no exterior em 64 países ao redor do mundo. Para a pesquisa de 2019, a InterNations entrevistou 20 259 expatriados, que representam 182 nacionalidades e vivem em 187 países ou territórios, cobrindo tópicos como qualidade de vida, custo de vida, finanças pessoais e outras informações. Na subcategoria Segurança e Proteção, os entrevistados classificaram três fatores, incluindo tranquilidade, segurança pessoal e estabilidade política. Os resultados foram compilados para criar um ranking dos lugares mais perigosos para se viver. Não foram levados em consideração territórios ou países notadamente em situação de guerra civil, ocupação militar estrangeira ou com a estrutura político-administrativa considerada inoperante frente à realidade objetiva enfrentada pelas populações residentes – Venezuela, Líbia, Sudão do Sul, Iêmen, Afeganistão, Iraque, Síria, Mali e outros.

No topo da lista, o Brasil lidera, com a África do Sul como o segundo pior lugar, seguida pela Nigéria. “Brasil, África do Sul e Nigéria – os três países inferiores na subcategoria Segurança e Proteção – também são os três destinos com melhor classificação em segurança pessoal, em particular", disse Malte Zeeck, fundador da InterNations. Isso quer dizer que somente quem tem recursos e poder para adquirir serviços de segurança privada consegue se sentir seguro, enquanto quem depende exclusivamente da estrutura de segurança oferecida pelo estado – em nível nacional-, se sente à mercê da violência. "Por exemplo, na África do Sul, 63% dos expatriados dizem que não se sentem seguros e 22% relataram se sentir extremamente inseguros”, relatou Zeeck. Sobre o Brasil, um expatriado da Nova Zelândia relatou pensar que existe um “sentimento subjacente das pessoas sempre vivendo com medo”. Por sua vez, um expatriado alemão reclama que “o alto nível de desigualdade e brutalidade na sociedade é perturbador e me deixa desconfortável. O caos político causou muita confusão e desconforto no meu local de trabalho”. Nas avaliações, o maior país em extensão territorial e população absoluta da América do Sul ficou no quarto pior lugar em qualidade de vida; 32o pior nível em opções de lazer; 33º em felicidade pessoal; 10º pior em viagens e transportes; 11º mais baixo em saúde e bem-estar; além de ser 14º pior avaliado no quesito vida digital.

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