Bombeiros recomendam banho somente em lugares adequados
Publicado em 11/12/2012

Segurança

Foto: Murilo Dotto

Capitã diz que não há salva-vidas para lugares impróprios

O verão começa oficialmente daqui a 10 dias, mas com o calor das últimas semanas é provável que cada vez mais pessoas busquem opções para se refrescar. Um banho de piscina, por exemplo, pode ser uma excelente alternativa. Entretanto, como nem todos têm acesso a esse tipo de lazer, é preciso ter cuidado para evitar os lugares considerados impróprios.
Quem faz o aviso é a comandante do Corpo de Bombeiros de Bagé, capitã Sulenir Abreu da Rosa. Segundo ela, algumas cidades da região como Candiota, Dom Pedrito e Lavras do Sul são beneficiadas com salva-vidas da Operação Golfinho por serem balneários de águas internas. Já Bagé não se encaixa neste perfil, pois possui somente balneários improvisados, por isso não conta com salva-vidas durante a época mais quente do ano. “Aqui na cidade, os locais não são nem reconhecidos como lugares para se banhar”, explica. Sendo assim, Sulenir recomenda que as pessoas procurem locais que ofereçam uma maior segurança para os banhistas.
Mesmo assim, ela confirma que a população utiliza pontos impróprios para se banhar. De acordo com Sulenir, os lugares mais procurados são as barragens e as pedreiras. Segundo a militar, a cada temporada são registrados, em média, de 10 a 12 casos de afogamento. “A ocorrência maior é em dezembro e janeiro”, fala. Outro ponto salientado pela militar é que os proprietários de áreas que contenham água exponham placas indicando a profundidade do local. “Além disso, se recomenda que sejam fixados avisos de que a zona é imprópria para banho”, finaliza.

Hábitos que podem reduzir riscos
A nutricionista Renata Meirelles conta que antes de entrar na água o melhor é optar por refeições mais leves como iogurtes, frutas e sucos naturais, carnes magras e grelhadas, além de vegetais. “É importante lembrar que deve se mastigar bem os alimentos”, explica.
A capitã conta que, dependendo do caso, o registro de afogamento em áreas isoladas pode estar ligado ao consumo de álcool. “Isso faz com que a pessoa possa passar mal dentro da água e se afogue”, conclui.
Além disso, mesmo quem tiver piscina em casa, por exemplo, deve ter cuidado. “O ideal é procurar manter cercada e com alguma boia dentro”, diz. Segundo ela, essa medida vale tanto para crianças quanto para os animais de estimação que também correm disco de vida.

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