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Bageense busca sonho de jogar futebol por meio de uma bolsa
Publicado em 21/10/2019

Esportes

Foto: Divulgação/FS

Desde pequeno ele queria jogar futebol

Patrick de Oliveira Nunes, de 19 anos, que na busca de realizar o sonho de ser jogador de futebol profissional, está a mais 8,5 mil quilômetros da família. O bageense conseguiu uma bolsa atleta para estudar e jogar em Lima, Ohio, Estados Unidos.
Desde os 4 anos de idade com a bola no pé, o jovem teve o primeiro contato com os gramados nas categorias de base do Grêmio Esportivo Bagé e do Guarany Futebol Clube. Durante a adolescência, tinha o mesmo sonho de jogar profissionalmente em grandes clubes. Inclusive, chegou a fazer testes no Cruzeiro de Belo Horizonte em 2014 e no Londrina do Paraná em 2016; últimos anos que tentou uma carreira no Brasil. Entretanto, segundo Nunes, no Brasil, há muita burocracia para conseguir alcançar um grande clube. Foi então, que em 2017, ele descobriu que poderia realizar seu sonho, se conquistasse uma bolsa atleta para jogar por uma universidade dos Estados Unidos. “Estudei durante um ano para conseguir fazer a prova Toefel (Test of English as a Foreign Laguage) um dos exames de proficiência em inglês mais respeitados do cenário mundial”, conta. Além disso, gravou e editou um vídeo de seus jogos, para enviar a treinadores de cidades norte-americanas. Assim, além de receber diversas propostas, Nunes pôde escolher em qual Universidade ficar.  “Estudo na University of Northwestern Ohio e curso Sports Marketing and Management”, diz. 
Segundo o camisa 10, número no qual sempre o acompanhou desde pequeno, hoje ele está realizado com a conquista. Em Lima, Nunes tem uma rotina de estudo durante a parte da manhã; à tarde, ocorrem os treinos. Desde agosto deste ano, nos Estados Unidos, a formatura do jovem bageense será em 2023. Com o apoio familiar em toda a caminhada, ele deixa um recado para os jovens que desejam ser jogadores: “Quando vamos ficando mais velhos algumas ideias vão se lapidando; no Brasil, alguns jogadores perdem oportunidades de estudar. Contudo, espero que outros jovens bageenses invistam em uma trajetória fora do Brasil”, ressalta.

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