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Bagé e três cidades da Fronteira Sul apontam queda no ranking do PIB estadual
Publicado em 14/12/2019

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Foto: João A. M. Filho

Rainha da Fronteira apresenta decréscimo no ranking dos municípios

Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios indicam que 10 cidades concentraram 42,3% da atividade econômica do Rio Grande do Sul. Divulgado na sexta-feira, pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), o indicador em 2017 ficou praticamente estável na comparação com o ano anterior, quando este conjunto de municípios representava 42,4% do total.

Por sua vez, Bagé, Pinheiro Machado, Lavras do Sul e Hulha Negra apresentaram declínio no ranking dos municípios que mais contribuem com a geração de riqueza, entre as 16 cidades pesquisadas pela reportagem do jornal Folha do Sul, localizadas no Extremo Sul do Estado: Aceguá (185º lugar); Bagé (26º); Barra do Quaraí (219º); Candiota (123º); Chuí (196º); Dom Pedrito (54º); Herval (285º); Hulha Negra (265º); Jaguarão (99º); Lavras do Sul (211º); Pedras Altas (327º); Pinheiro Machado (173º); Quaraí (132º); Santana do Livramento (33º); Santa Vitória do Palmar (80º) e Uruguaiana (29º).

Conforme os dados divulgados, a participação global dos 16 municípios aumentou 0,126% - de 3,185% para 3,311%. Contudo, Bagé caiu do 24º  para o 26º lugar na participação do PIB estadual; Pinheiro Machado, do 171º para o 173º; Lavras do Sul, de 191º para 211º; e Hulha Negra, de 256º para 265º, entre 497 municípios gaúchos.

Por outro lado, Herval saltou da 312ª posição para a 285ª – ultrapassando 27 municípios; Barra do Quaraí subiu 29 posições – de 248 para 219; Chuí, da 221ª posição, para 196ª – ganho de 15 posições; e Pedras Altas, que subiu da 359ª para a 327ª posição – ultrapassando 32 cidades. Somente Santana do Livramento se manteve estável no ranking, com o 33º lugar na participação do PIB do Rio Grande do Sul.

Com Porto Alegre na liderança, o ranking nos primeiros lugares é formado ainda por Caxias do Sul, Canoas, Gravataí, Rio Grande, Triunfo, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas e Santa Cruz do Sul.

O principal destaque da pesquisa, realizada em parceria com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que marca a retomada da colaboração entre as duas instituições na elaboração dos dados municipais, foi o retorno de Caxias do Sul à segunda posição do ranking; ocupada no ano anterior por Canoas, que agora está no terceiro posto. Porto Alegre segue como o município gaúcho de maior PIB (R$ 73,9 bilhões), seguido da cidade serrana (R$ 21,7 bilhões) e do município da Região Metropolitana (R$ 18,9 bilhões). "A produção destes dados é fundamental para o Estado e para o planejamento de políticas públicas. Também é importante por demonstrar a dinâmica e a performance dos municípios a partir de informações sobre todos os segmentos produtivos", afirma a chefe da Divisão de Indicadores Estruturais do DEE, Vanessa Sulzbach.

Avaliação por segmento

Na agropecuária, Cachoeira do Sul se destaca como o município com maior Valor Agregado Bruto (VAB), com 1,5% do total movimentado pela atividade no Estado. Com ênfase na produção de soja e arroz, a cidade da região central é seguida no ranking por Vacaria (soja e maçã) e Dom Pedrito (arroz e soja). Nesse segmento da economia, a pesquisa ressalta a desconcentração da atividade pelo Estado, uma vez que as 10 primeiras cidades somam apenas 12,5% do total do VAB agropecuário.

No ranking da indústria, Canoas ocupa o primeiro lugar no Estado, seguida por Caxias do Sul e Porto Alegre. Entre os municípios em destaque neste setor, Triunfo, por conta das atividades da indústria química, chega à quarta posição do ranking, com 5,9% do total movimentado no Estado.

No segmento de serviços, os resultados mostram novamente Porto Alegre em primeiro lugar (23,1% do total), seguida por Caxias do Sul (4,9%) e Canoas (3,9%).

PIB per capita

O resultado da divisão do montante do PIB pela população coloca no topo das estatísticas municípios com número pequeno de habitantes. Triunfo, em virtude das atividades do polo petroquímico, ocupa a primeira posição com PIB per capita de R$ 311 212, bem acima do PIB per capita do Estado (R$ 37 371). A cidade é seguida por Pinhal da Serra (R$ 157 209) e Aratiba (R$ 133 834) no ranking. Na ponta oposta deste levantamento estão Viamão (R$ 14 049), Redentora (R$ 14 010) e Dezesseis de Novembro (R$ 13 722).

Ao longo de 2017, Gravataí (+0,46 ponto percentual), Caxias do Sul (+0,22 p.p), Triunfo (+0,21 p.p), Osório (+0,15 p.p) e São Leopoldo (+0,09 p.p) lideraram os ganhos de participação no PIB do Estado, enquanto Canoas (-0,45 p.p), Porto Alegre (-0,34 p.p), Rio Grande (0,19 p.p), Guaíba (-0,12 p.p) e Esteio (-0,07 p.p) tiveram as maiores perdas.

Em relação ao país, o Rio Grande do Sul perdeu em 2017 uma cidade no grupo das 100 maiores economias em comparação com o ano anterior, caindo de cinco para quatro municípios neste ranking. Porto Alegre se manteve a sétima posição no país e está acompanhada na lista por Caxias do Sul (pulou de 41º para 40º), Canoas (caiu de 40º para 47º) e Gravataí (foi do 91º para 79º). Rio Grande, que em 2016 estava no 95º posto, caiu para o 107º lugar no levantamento mais recente.

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