Covid-19
Bagé concentra mais casos confirmados que quatro capitais brasileiras
Publicado em 06/04/2020

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Com 24 casos confirmados de contágio pelo vírus SARS-CoV-2, Bagé subiu para o 45º lugar entre os municípios com mais infecções no Brasil, à frente de quatro capitais brasileiras – Teresina (Piauí), Maceió (Alagoas), Palmas (Tocantins) e Porto Velho (Rondônia). Ontem, foram registrados mais quatro casos positivos da doença na cidade – um homem e uma mulher, de 40 e 38 anos, produtor rural e médica, respectivamente; além da filha do casal, de 7 anos, que estão na linha de transmissão do paciente zero de Bagé.

O último caso divulgado ontem, considerado de transmissão comunitária, é de uma mulher de 33 anos, trabalhadora da saúde, que teve a suspeita notificada em Dom Pedrito, porém, como é residente de Bagé, o critério da Secretaria Estadual da Saúde é incluir no município de residência. Destaca-se que ela não pertence à linha de transmissão ligada ao paciente zero de Bagé.

Com isso, Bagé permaneceu pelo 19º dia seguido como a segunda cidade no ranking do Estado, somente atrás da capital, que até a última parcial divulgada ontem, tinha 254 testes positivos para Covid-19 e sete óbitos atribuídos à doença.

Situação clínica

De acordo com a médica infectologista Flávia Marzola, que lidera o Centro de Operações de Emergência da 7ª Coordenadoria Regional de Saúde, à exceção do paciente zero da pandemia em Bagé, os restantes estão em recolhimento domiciliar e apresentam boa evolução do quadro clínico. Um segundo médico, oriundo de Pelotas, também está internado, porém, devido a não residir na cidade, não consta como da cidade, mesmo tendo contraído  a Covid-19 em Bagé.

Eficiência

Perguntada pela reportagem em relação ao alto número de confirmações, a médica destacou que um dos fatores que afetam a estatística é a alta eficiência da equipe de Vigilância Epidemiológica de Bagé, que atua de forma integrada e utiliza metodologia mais apurada para averiguar casos suspeitos. “Enquanto em outros municípios se leva em consideração somente febre alta, aqui outros sintomas também são levados em consideração, principalmente quando os sinais da doença não são tão evidentes. Tudo isso graças ao trabalho da equipe afinada que atua nesse setor”, afirmou.

Óbitos

Desde a última sexta-feira, três óbitos de bageenses levantaram questionamentos sobre o envolvimento da doença no quadro clínico que levou os pacientes à morte. Porém, Flávia garantiu que nenhum dos casos, a vítima teve teste positivo para o vírus SARS-CoV-2. “Para não corrermos o risco de subnotificação, todos os casos de óbito envolvendo diagnósticos pulmonares são testados e somente um deles era compatível com os sintomas da Covid-19. Porém, o resultado do teste foi negativo. Também destaco que por protocolo do Ministério da Saúde, todos os casos de óbito por causas infecciosas são investigados e, portanto, precisam ser necessariamente notificados”, argumentou.

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