Hábito é desenvolvido cedo e dentro de casa
Autoridades em alerta para o consumo de bebidas por menores de idade
Publicado em 18/10/2012

Segurança

Foto: Arte/Cristiano Lameira

Bebida é apontada como porta de entrada para outras drogas

Com a proximidade do horário de verão, mudam alguns hábitos. Com uma hora a mais de sol no relógio, sobra mais tempo para estudar, namorar e se divertir, por exemplo. Uma festa, reunião de amigos ou simplesmente um bate-papo pode ser pretexto para o consumo de álcool, ainda mais com a chegada da estação mais quente do ano.
Apesar de ser ilegal, é evidente que uma parcela de consumidores de bebidas alcoólicas corresponde aos menores de idade. Aqui em Bagé, essa é uma das situações mais comuns de ser presenciada em festas e bares. Isto que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê em seu artigo 243 que é proibido vender ou fornecer produtos que possam causar a dependência física ou psíquica, como o álcool, por exemplo.  Com este tipo de crime, a pena para quem for flagrado é de detenção de dois a quatro anos, e multa, se o fato não constituir crime mais grave.
Embora o consumo aconteça em eventos públicos ou particulares ou até mesmo na rua, dependendo dos casos, o início começa dentro de casa. O médico especialista em dependência química, Ronaldo Carvalho, explica que a porta de entrada para o consumo das drogas lícitas é a bebida alcoólica e, às vezes, o uso já é comum aos 10, 11 anos. “Existe uma facilitação familiar e até mesmo um estímulo por parte dos pais. Logo depois, eles migram para outras drogas”, complementa.
Opinião que também é dividida pela presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (Comdica), Mislaine Rodrigues. Para ela, a maioria das pessoas não vê o álcool como um problema. “É uma coisa natural, até porque ele está ao nosso alcance”, complementa.
O comandante do 6º Regimento de Polícia Montada, major Emílio Teixeira, fala que a Brigada Militar é recomendada a fazer a abordagem e identificação sempre que houver a suspeita de que um menor está consumindo alguma bebida alcoólica. “Devido ao grande número de pessoas em festa, a dificuldade maior é saber quem entregou a bebida ao menor”, finaliza.

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