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Aumento do preço da carne e abigeato têm que ser discutidos
Publicado em 05/12/2019

Editorial

O que é muito bom para um lado, não é tão positivo para milhares de brasileiros. O assunto que tem dominado as rodas de conversas e as manchetes é o aumento expressivo do preço da carne em relação aos últimos anos. O crescimento das exportações puxou a alta nos preços da carne bovina. O apetite chinês está refletindo no bolso e no prato do consumidor brasileiro e de forma negativa. Se por um lado, a elevação de exportações da carne para outros mercados como para o gigante asiático fortalece o setor da pecuária e a cadeia produtiva, por outro o consumidor sente os efeitos, tanto na compra da carne como em restaurantes que começam a elevar os preços.

No momento em que o Rio Grande do Sul atravessa uma crise financeira sem precedentes, com salários parcelados e prefeituras que vivem a incerteza quanto ao pagamento do décimo terceiro, o cenário não é nada favorável para o principal prato dos gaúchos nas festas de final de ano, pois o churrasco deste final de ano vai ser muito salgado. Além da China, outro gigante tem habilitado frigoríficos brasileiros, a Rússia. O produto brasileiro ganha mercado também em países como  Turquia e Indonésia. Na esteira do aumento da carne bovina, outros produtos essenciais da mesa do consumidor tendem a aumentar, devido a uma série de fatores. A elevação dos preços da carne foi tema de reportagem do  jornal Folha do Sul nas edições do dia 11 deste mês e na terça-feira, com uma avaliação do economista da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz. Na edição de hoje, a reportagem foi pesquisar preços em açougues e verificar possíveis impactos nos restaurantes. Todo o veículo de comunicação tem compromisso de avaliar todos os cenários, por isso, nesse contexto, não podia se eximir de publicar reportagem sobre uma das maiores chagas para o produtor da região da Campanha, o abigeato. Esse crime aumenta na véspera das festas de Natal e de Ano-Novo, infelizmente isso é uma realidade e desse assunto ninguém pode fugir. O delegado titular da Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab), André de Matos Mendes, diz que os órgãos de segurança estão atentos e vigilantes para o final do ano. As fiscalizações intensificam nesse período, principalmente em função das festividades que favorecem o aumento no consumo de carne e isso pode acarretar na elevação de ocorrências de abigeato, tendo ainda o complicado da elevação histórica no preço da carne. Produtores também foram ouvidos e garantiram que estão atentos para eventuais movimentos de abigeatários.

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