Augusto Lara deixa o PDT
Publicado em 31/03/2020

Política

Foto: Divulgação/FS

Vereador diz que o que provocou a saída foi uma minoria barulhenta do partido

Sexto vereador mais votado na eleição de 2016, Augusto Lara resolveu deixar o PDT. Ele era o único representante do partido de Leonel Brizola na Câmara de Vereadores. Augusto conversou com a presidente do diretório municipal, Elenara Ianzer, e pediu o desligamento da sigla. Ambos contaram para a colunista que a conversa foi amigável e respeitosa.
Na edição do dia  13 de março, neste espaço, foi publicado que a executiva do PDT de Bagé notificou o vereador  para que ele oficializasse o seu afastamento do partido. A direção da legenda usou como argumento um comentário desta colunista publicado no dia 10 de março. Segundo a notificação, isso teria causado impacto aos filiados do PDT.
No entanto, o  que esta colunista fez foi uma análise sobre o possível destino do vereador e apontado isso como uma incógnita. O pano de fundo eram os comentários por meio de redes sociais de algumas cabeças dissonantes do partido, que não simpatizam com o único vereador da sigla.
Depois desse imbróglio, Augusto tomou a iniciativa  de  procurar Elenara e decidiu pela saída.
À colunista, ontem, ele disse que sempre respeitou o diálogo e a democracia. E que se filiou ao PDT em 2011 para lutar pela Educação e pelos princípios que acredita. Augusto lembrou das conversas que tinha com Jucelino Rosa dos Santos, que foi uma das maiores lideranças do partido em Bagé. O vereador confidenciou que o ambiente na legenda não era o mesmo desde a morte de Jucelino, em agosto do ano passado. Por outro lado, afirmou que sai agradecendo aos amigos do PDT e em busca de um novo caminho. “Saio de cabeça erguida”, enfatizou.
Augusto lembrou que no PDT foi assessor do deputado federal, Afonso Motta, presidente da juventude da sigla e que filiou em torno de 300 pessoas no partido. 
O vereador afirmou que o que provocou essa ruptura dele com o PDT foi uma “minoria barulhenta” do partido.
Questionado sobre qual legenda vai se filiar, Augusto preferiu não dizer no momento, mas ele tem até o dia 3 de abril, quando fecha a janela partidária. Esse é o período determinado pelo Tribunal Superior  Eleitoral (TSE) para que os políticos  possam trocar de partido sem o perigo de perder o mandato por infidelidade partidária.

Deixe sua opinião