As denúncias de Glenn produzem seus efeitos
Publicado em 18/11/2019

Política

Embora negadas e criticadas por parte da Justiça, e pelos políticos que tem suas vidas investigadas, continua provocando um  verdadeiro ‘furacão’ na Justiça, na imprensa e nos corruptos brasileiros. A crítica surge, e teria razão de ser, caso fosse invenções para se popularizar, o que vem provando que não é. Senão vejamos. A primeira deles diz respeito a ‘possíveis irregularidades cometidas pela força tarefa da Lava-Jato, em combinação com o então juiz Moro’. Ela foi contestada veementemente porque foram denuncias conseguidas ‘ilegalmente’, ou seja, sem autorização legal. Combinações, as mais diversas, entre as autoridades de Curitiba, que colocou em suspeição alguns julgamentos realizados às pressas. Elas foram publicadas em ‘capítulos’ a partir de cada negativa dos meios judiciais e políticos, sempre mostrando que existiu ‘algo de podre no reino da Dinamarca’. Eu fiquei desconfiado, o que não é muito difícil, quando proibiram de serem investigadas. Mesmo conseguidas ilegalmente, eram graves. Mereceriam investigação forte. Até mesmo para provar, ou não, se continham verdades. De qualquer maneira perderam a oportunidade para apurar tais denúncias. Mas não. Para que investigar algo conseguido ‘criminosamente’? Afirmação dos ‘doutos’ senhores da República. A ficha técnica do jornalista Glenn Greenwald, à disposição na internet, não deixa dúvida de sua capacidade profissional. Leia: “Glenn Edward Greenwald (Nova Iorque, 06 de março de 1967) é um escritor, advogado especialista em Direito Constitucional dos Estados Unidos e jornalista radicado no Rio de Janeiro desde 2005. Em junho de 2013, através do jornal britânico The Guardian, Glenn Greenwald foi um dos jornalistas que, em parceria com Edward Snowden, levaram a público a existência dos programas secretos de vigilância Global dos Estados Unidos, efetuados pela sua Agencia de Segurança Nacional. Ganhou muitos prêmios mundiais de jornalismo. A primeira etapa concluída de suas denúncias veio a público nos demais capítulos, decisivos para o estágio atual. Leiam com atenção.

Força Tarefa investiga ministro do Supremo

Ora bolas, agora sim o próprio Supremo não iria permitir que seus nomes fossem investigados, sem autorização judicial. E Toffoli, imediatamente, mandou suspender todas as investigações em andamento, pela força tarefa da Lava Jato. E determinou que os relatórios sobre movimentações de milhares de pessoas fossem enviados à corte. A COAF, hoje extinta, substituída pela Unidade de Inteligência Financeira, tem até hoje, segunda dia 18 de novembro, o prazo para responder a determinação do STF. A preocupação é tão grande que o próprio procurador geral da República, Augusto Aras, solicitou ao presidente do Supremo “a suspensão do pedido de informações, de todos os relatórios de inteligência financeira”. Mais uma ‘pulga atrás da orelha’. Por que o procurador não quer que os relatórios venham a publico? E aqui vai a decisão de Toffoli, negando o pedido de Aras. “O STF não realizou o cadastro necessário ou teve acesso aos relatórios de inteligência. Não se deve perder de vista que este processo, justamente por conter em seu bojo informações sensíveis, que gozam de proteção constitucional, tramita sob a cláusula do segredo de justiça, não havendo que se cogitar, portanto, da existência de qualquer medida invasiva por parte do Supremo Tribunal Federal, maior autoridade judiciária do País”. E aqui reitero a pergunta que formulei no primeiro dia: “Por que não queriam investigar as denuncias de Glenn? Mesmo conseguidas ilegalmente, eram graves e teriam que ser investigadas, até mesmo para provar a inocência dos denunciados. Ou desmoralizar as denúncias do jornalista americano. Chegamos ao estágio atual quando  Glenn denunciou a investigação da força tarefa sobre os membros do Supremo. Agora sim, não tem como retornar. E isso, cá entre nós, é bom para a democracia brasileira. Certo?    

 

Gênio! Menino de 9 anos se forma na faculdade

Isto está acontecendo na Holanda. Laurent Simons é um menino prodígio de 9 anos que se prepara para o doutorado. Recebe o diploma de bacharel, da Universidade de Tecnologia da Holanda, em Engenharia Elétrica, curso considerado extremamente difícil. Isso chama atenção para a diferença de um país de primeiro mundo em relação aos demais. Aqui no Brasil, se quisesse estudar não poderia. As leis não permitem. Isso explica nosso ‘atraso’. Ou não?

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