Após saída do Bagé, Arílson pretende ser coach
Publicado em 09/07/2020

Esportes

Foto: Thaís Nunes

Treinador comentou sobre planos para GaúchaZH e não descartou volta ao jalde-negro

Desde que encerrou o vínculo com o Grêmio Esportivo Bagé, ainda no mês de maio, o treinador Arílson pensa em dar novos rumos a sua carreira. Em entrevista ao repórter Felipe Duarte, de Gaúcha ZH, o técnico declarou que pode desempenhar uma nova função, a de coach.
Após a saída do jalde-negro, Arílson voltou para Imbituba, localizada a cerca de 90 quilômetros de Florianópolis, onde fixou residência durante a última década. É por lá que o profissional pretende começar uma nova etapa da carreira. “Não vou deixar de ser treinador, mas estou com um projeto de trabalhar como coach. Não é como uma escolinha. Na escolinha, o menino paga e vai treinar. Eu quero pegar atletas que sei que têm futuro. Vou treinar fundamentos, conversar sobre a nomenclatura do futebol, que agora é diferente, para eles chegarem ao Grêmio e Inter. Às vezes, os meninos não ficam nos clubes, não por serem maus jogadores, mas porque não entendem o que se fala. Então, meu trabalho vai ser esse. Quero aperfeiçoar eles para levá-los para aí”, explicou ao repórter de ZH.
Sobre uma possível volta aos campos como treinador, Arílson não refutou a possibilidade. “Recebi algumas propostas, estou pensando e estudando como fazer. Tenho esse projeto de formar atletas e levar para o Rio Grande do Sul ou São Paulo. Se tiver uma proposta bacana, vou ver se me interesso para voltar a treinar ou não. Vou conversar ainda com algumas pessoas, para saber se vou ser treinador de novo. Porque é muito complicado. Passei a vida inteira jogando futebol, viajando, concentrando, longe de casa, e agora como treinador é a mesma coisa. Infelizmente, aconteceu essa tragédia (pandemia de coronavírus), a gente fica em casa e dá valor à família, à esposa e aos filhos”, analisou durante a entrevista.
Sobre a passagem pelo Pedra Moura, o treinador deixou as portas abertas. “Fui muito bem recebido lá, tanto pelos torcedores do Grêmio Bagé quanto do Guarany. Infelizmente, em função da pandemia, fiquei pouco tempo. A competição parou na terceira rodada. Mas eu fiz um vínculo bacana, conheci pessoas maravilhosas e agora vamos ver se, na retomada, volto para lá. Acredito que no Bagé, não, porque fiz um acordo com o presidente. Deixei eles à vontade para pegar um treinador da cidade, porque o custo é menor. Eu fui com minha comissão técnica toda. Mas existe a possibilidade de voltar. A questão é só conversar”, relatou para a ZH.

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