Aplausos - 30 de abril de 2020
Publicado em 30/04/2020

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Foto: Divulgação/FS

Atleta no chuveiro, pertence à série de futebol chamada Camisa Brasileira, em Livramento, 2010

TUDO SOBRE FOTOGRAFIA, editora geral  Juliet Hacking; prefácio, David Campany; editora Atualidade, 576p. Um livro vibrante, que está a sua espera na Leb.  Uma viagem inesquecível pelas fotografias mais icônicas da história. Imagens  que se tornam um divisor de águas na maneira como nos enxergamos e percebemos o mundo à nossa volta.

NA DÉCADA de 1860,  a maioria dos fotógrafos considerava características técnicas, como a nitidez da informação visual e uma qualidade de impressão impecável, a melhor maneira de demonstrar a superioridade de suas imagens fotográficas. [...]. Algumas figuras notáveis rejeitaram essa visão ortodoxa, considerando a fotografia uma maneira de criar combinações complexas de imaginação e realidade.  O mais famoso desses fotógrafos amadores foi uma mulher: Júlia Margaret Cameron (1815-1879). [...]. Foi somente no fim do século XIX que subjetividade na fotografia conquistou uma legitimidade cultural mais ampla. [...].

A FOTOGRAFIA pode ter sido amplamente utilizada por artistas de vanguarda, mas isso não significa que eles sempre tenham reconhecido sua igualdade em relação às outras artes. Isso se devia em parte a sua comercialização na forma de retratos de celebridades e ao seu uso na publicidade e na moda.

ESSA preocupação quanto ao status da fotografia era compartilhada por historiadores da arte e curadores, que minimizavam os elementos comerciais das carreiras dos fotógrafos  para garantir que fossem reconhecidos como artistas. Atualmente, sabe-se que todos os grandes fotógrafos da vanguarda parisiense da década de 1920 trabalharam sob encomenda. [...].

NAS PALAVRAS do acadêmico Douglas Crimp: “Se a fotografia foi inventada em 1839, ela foi descoberta somente nas décadas de 1960/1970 – refiro-me à fotografia como essência, à fotografia em si.” 

DOCUMENTÁRIO E ARTE podem parecer termos conflitantes, mas o fim da década de 70 viu florescer mudanças radicais na percepção e no consumo da fotografia. Combinadas com outras formas de pensar a linguagem visual, essas mudanças desafiaram as mudanças entre as modalidades da prática da arte de fotografar. 

A FOTOGRAFIA mais cara do mundo – O Reno (1999), de Andreas Gursky  (1955) - foi vendida em leilão por 4,3 milhões de dólares.[...]. O aumento significativo do custo das fotografias é muitas vezes apontado como prova de que esse meio de expressão foi finalmente aceito como arte. [...]. Hoje, a informação, em qualquer uma de suas formas, raramente é transmitida sem imagens fixas ou em movimento: a fotografia, em sua forma digital, é uma maravilha moderna tão fascinante quanto o daguerreótipo era em 1839. [...].

ATÉ a página 386, não há nenhuma referência ao fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado; o nome dele deve constar no capitulo Fotojornalismo, é claro. Sebastião Salgado contou, no Roda Viva, da TV Cultura, que ele e a mulher, Lélia Wanick Salgado, cumprem quarentena casa deles em Paris. Ano que vem, Salgado vai lançar livro sobre os índios da Amazônia, que vai virar filme também. Aplausos!. 

VOLTANDO ao livro, este assunto vai continuar em outras edições: Fotografia e Turismo, Documentário de Artes, Paisagem e Natureza, Fotografia na Internet, Moda e Estilo, Publicidade e por aí vai...

GALERIA DE ARTE Edmundo Rodrigues expõe, pela segunda vez, obras do bageense Ronaldo Freitas – um trabalho realista sempre com muita exatidão no traço e no perfeito acabamento final. A exposição pode ser vista também no Facebook e Instagram da galeria.  Aplausos!

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