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Aplausos - 17 de agosto de 2019
Publicado em 17/08/2019

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Foto: Divulgação/FS

Aniversariante Théo Malafaia Obino, Ione Malafaia Obino, clic Rosane Coutinho

VIAGENS DE DENTRO, texto  de Norma Vasconcellos, será  interpretado, em cortejo cênico, hoje ( 17), às 15h, “Dia do Patrimônio Histórico Nacional”, no Centro Histórico de Porto Alegre.  A direção desse espetáculo é de Camilo de Lelis. Aplausos!

COZINHA. Nas prateleiras das velhas cozinhas entre chaleiras, bules, panelas e coadores vivem essências da casa, cheiros verdes e segredos: louro, orégano, cominho, canela, baunilha e mangerona. O velho fogão a lenha, inferno dos meios-dias suados de verão, nas tardes tranquilas de maio é um mundo caseiro, secreto de vivo aconchego para o cochilo pachorrento dos gatos brasinos e os relaxar dos panos tiritantes de tosco algodão. Enquanto ferve o café, inundando a casa inteira de convite, os pães caseiros são cortados com seu cheiro morno para o beijo da manteiga e os prazeres das geleias. Aqui mais que legumes, carnes, molhos, sobremesas se trama familiar cumplicidade, se estocam para todo o sempre  inesquecíveis padrões de gosto.

QUARTO.  No quarto, o remate dos dias. A cama, larga e bela, com seus lençóis tão limpos e macios foi esticada para nosso prazer ou apenas para nosso sono exausto de tantos desencontros? Indecifrável  é a vida nessas quatro paredes sob lâmpada amarela do abajur ao lado de nossos obsessivos livros prediletos, nosso relógio de estações, nossa idade pendurada no espelho, o creme antirrugas e nossos velhos chinelos cheios de manias.  Aqui somos completamente o corpo que nos deram, sem a alma que sonhamos. Território do animal que anima nossa pele e seus rituais de cio, guerreiros sem escudo e sem disfarces, sermos afinal leões apaziguados nos capins da noite. Pena é que, às vezes, nos olhe tão fixamente essa estranha e consistente multidão que trazemos conosco feita de nossos velhos pais, nossos avós e nossos filhos.   

PORÕES. O magnetismo das velhas casas não mora nos telhados ocres, nas paredes enrugadas, nos trincos que ringem ou nos caixilhos que repartem a rua. Mora nos porões.  Sempre senti o mesmo medo diante destes ocos espaços, vagos, escuros e insondáveis, que os antigos faziam acontecer embaixo de seus pés, país de teias, gatos e fantasmas. Os porões ainda me fazem medo. Por baixo dos risos, das gravatas, das pulseiras, das reuniões formalizadas, são buracos camuflados por grades torneadas de fachada onde moram os corredores inesperados de Alice no País das Maravilhas. Processos de Kafka, velhos ressentimentos, carências antigas, remorsos incuráveis. Só as crianças notam os porões. Porque os olhos adultos se distraem facilmente no horizonte linear onde às vezes a luz é tão intensa que anula o olho. E os porões não foram feitos para o calor da luz, nem para os olhos de gente que não vê.

CONSELHO Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico de Bagé adverte:  22 prédios da cidade têm classificação vermelha, ou seja, não podem sofrer interferências, nem interna, nem externa. O Clube Comercial é um deles; entenderam meninos?... AGORA, às 10h30min, Sr. Vilson Souza vai inaugurar a exposição “Momentos e Memória”, conjunto de peças do acervo pessoal dele, na galeria de arte Edmundo Rodrigues. O período de visitação até dia 10 de setembro. No próximo sábado (24), o Ginete do Século vai deixar a assinatura na Parede da Fama, sede da ABCC, em Esteio. Aplausos!

NEM BEM encerrou a exposição na galeria de arte Edmundo Rodrigues, Eurico Salis agendou para setembro na Biblioteca Otávio Santos bate-papo para anunciar outro projeto dele em parceria com Julinho Pimentel e Leonardo Costa. O novo álbum sobre Bagé terá textos de Luiz Coronel, Tânia Carvalho, Elvira Nascimento, entre outros. Aplausos!

FOTOGRAFIA, Tânia Carvalho agendou sessão de fotos com Eurico Salis, uma delas será anexada à placa com nome de Tânia na sala de leitura da Biblioteca Otávio Santos... SABEM por que Leilah Kalil Castro não assistiu ao concerto “Para Sempre Gilca?”  Houve jantar para comemorar aniversário dos filhos, 40 anos,  e Fernando;  Chico está, agora,  passeando pela Europa. Aplausos!   

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