Aplausos - 16 de maio de 2020
Publicado em 16/05/2020

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Foto: Divulgação/FS

Xícara isabelina, coleção Fábio Lucas

REVISTA Retrô – Coleções e Antiguidades, junho 2006, págs. 70//71. Colecionar: prazer ou doença? 

“É fundamental diferenciar os colecionadores que o fazem por hobby, prazer ou razões afetivas, daqueles que guardam coisas inúteis. [...]. Algumas pessoas não conseguem resistir ao impulso de comprar coisas de que não precisam. Mas, é possível, sem dúvida, distinguir o colecionador do consumista compulsivo. O colecionador quer adquirir uma peça quanto mais rara melhor. Ele pondera antes de comprá-la, estuda a qualidade e o estado de conservação do objeto, vê se tem condições para adquiri-la, negocia preço. O consumista simplesmente compra e não se importa se é alguma coisa boa ou ruim, se é antiga o apenas velha. [...].” 

UM dos primeiros objetos colecionados por Fábio Lucas foram as xícaras isabelinas; hoje, o acervo dele tem aproximadamente 500 delas. Com formatos, cores e desenhos diversificados, a coleção encanta quem  visita uma das salas do Lucas. Todas as xícaras são lindas e com aspectos singulares; as gomadas são mais raras. A isabelinas eram fabricadas lisas, sem decoração, para depois receberem flores, pinturas, vernizes e carimbos. 

A MANUFATURA das xícaras isabelinas surgiu na Europa na metade do século XIX; a fábrica Otto  foi a mais importante manufatura da Alemanha, passou a investir na produção das isabelinas e a exportá-las. No Brasil, elas ganharam força a partir dos anos 30. 

A DENOMINAÇÃO isabelina teve origem na Espanha onde ganhou fama por causa da rainha Isabel II, que presenteava quem ela gostava com essas xícaras que traziam palavras de amizade, saudade, felicidade, amor, entre outras. Essas xícaras foram também fabricadas na França, Alemanha e Portugal.  Há muitos anos as xícaras isabelinas sumiram das prateleiras comerciais e domésticas.

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