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Aos 103 anos, Elaine Vieira do Santos esbanja saúde, vaidade e simpatia
Publicado em 23/10/2019

Geral

Foto: Anderson Ribeiro

Aniversariante com as duas filhas comemorando a nova idade

Hoje, a aposentada Elaine Vieira dos Santos completa 103 anos. Só por isso já tem muitas razões para comemorar. A idosa é natural de São Gabriel, porém, reside em Bagé desde o dia do casamento, em 6 de junho de 1941. Atualmente, mora com duas filhas, três netas e cinco bisnetos, rodeada de amor, carinho e atenção. Logo na chegada, a reportagem do jornal Folha do Sul foi recebida por uma das filhas, Ana Maria Vieira dos Santos, junto à bisneta mais nova de Elaine, Gabriele dos Santos Vidal. Perto da porta da sala, próximo ao sol, estava dona Elaine, com o jornal em mãos e o crochê ao lado. Ela conta que, desde 28 de novembro de 2009, quando a primeira edição do jornal Folha do Sul circulou nas bancas -, é leitora assídua e acompanha o dia a dia da cidade por meio da leitura do impresso. Essa é a primeira atividade do dia de dona Elaine, que confessa que adora ler sobre os acontecimentos da cidade, coluna social e os aniversários.
Com uma simpatia contagiante, a idosa transborda serenidade e lições de vida. Aos poucos, com calma, ela relata uma pouco da vida na Rainha da Fronteira. Nascida em 23 de outubro de 1916, ela viveu muitas histórias da cidade, do Estado, do país e do mundo. Afinal, são 103 anos de experiências, lembranças e vivências. Foi casada com Henrique dos Santos, fiscal da rede ferroviária federal. Com ele, Elaine diz que construiu uma vida de amor, amizade e união. “Casei em São Gabriel e vim para a lua de mel em Bagé. Viemos de trem. Aqui comecei a costurar e me tornei uma profissional, tinha ateliê de costura e dava aulas. Fiz muitos vestidos, principalmente na época dos bailes de gala dos clubes”, acrescenta.
O orgulho da família
Dona Elaine, mesmo com o passar dos 103 anos, está visivelmente bem de saúde e diz que não há nenhum segredo para isso. “Sou muito bem tratada, bem cuidada”, relata. Ela fica alguns dias com a filha Ana Maria, outros com a outra filha, Maria de Lourdes dos Santos Quadros. “Elas são meu orgulho; estudaram bastante e se formaram. Sou muito feliz”, afirma.
Vaidosa  e passeadora dona Elaine estava muito bem vestida, esperando a reportagem, sentada em uma poltrona, com cabelo bem penteado e unhas esmaltadas. Ao longo da conversa, ela foi contando que as peças de crochê, que estão dentro de casa, são feitas por ela. “Com o tempo tive que parar de costurar, então minha atividade é o crochê. Faço peças para as crianças, colchas e diversos outros itens”, explica. Outra atividade que dona Elaine ressalta que gosta muito é uma saída ao sol e passear de carro para ver a cidade. 
A filha Ana Maria diz que é muito gratificante para a família a convivência com dona Elaine. “É uma alegria muito grande ter ela ao nosso lado. É a quinta geração que tem a oportunidade de apreender com ela. É muito bom ver a mãe bem, com saúde, se alimentando bem, porque ela cuida da alimentação, além de fazer fisioterapia. Então, ela é uma lição de vida para nós e, principalmente, para as crianças que podem conviver diariamente com ela”, completa uma das filhas.
Fé inabalável
A filha conta que dona Elaine vai menos ao médico que ela. Ultimamente, a idosa tem ido uma vez ao ano fazer exames. E os resultados são sempre bons, segundo ela. Mas outra situação que a torna uma pessoa forte é sua fé. Logo na entrada, dona Elaine tem uma bíblia, aberta junto a flores e porta-retratos. Essa fé ajuda na saúde da mente e do corpo. 

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