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Aliança pelo Brasil tem pouca adesão
Publicado em 21/01/2020

Política

Ou pelo menos tem menos adesões do que o esperado. Como se sabe, após muito debate entre o presidente e o partido que o abrigou (PSL), ficou decidido pelo grupo que apoia Bolsonaro, a criação de uma nova sigla partidária. Ele, inclusive, já saiu do partido comandado por Bivar, com quem ficou com as relações abaladas. Um detalhe importante que mostra que o acontecido vem sendo elaborado há muito tempo, seu filho deputado federal é o líder do partido antigo na Câmara. Ficou com um pé fora e outro dentro do PSL. Aí começou a luta pela formação de uma nova sigla muito mais baseada no tempo curto para sua criação. Com a força do presidente, o TSE aprovou a filiação digital. Ou seja, quem quiser se filiar pode acessar a internet. Então, a euforia bateu à porta dos dissidentes. A realidade mostrou que não é bem assim. No final de semana, foi manchete em muitos jornais brasileiros que até agora cerca de 110 mil assinaturas querem se filiar ao novo partido. Como se sabe, a lei determina no mínimo 500 mil pessoas. E aí me lembrei da quase sempre candidata Marina Silva. O tempo que lutou para preencher os requisitos e formar seu partido. É claro que, na época, teria que ser adesão por ficha, assinada por cada dos interessados em participar da nova sigla partidária. Agora, é digital, aparentemente mais fácil. Mesmo assim não deslanchou. Então, como a eleição municipal está em cima, é claro, a pressão para ter partidos próximos que consiga ganhar em muitos municípios brasileiros, está gerando reuniões para execução do plano ‘B’. A matéria que li: “Enquanto a coleta de assinaturas para a criação do Aliança pelo Brasil se arrasta, o presidente Jair Bolsonaro voltou a conversar com caciques dos partidos Patriota e Republicanos. Apesar do apoio de empresários, militares e igrejas, além de ampla campanha nas redes sociais, o Aliança conseguiu, até agora, cerca 20% do necessário para registrar seu novo partido na Justiça Eleitoral. Presidente e parlamentares do Patriota e do Republicanos têm frequentado o Palácio do Planalto nos últimos dias”. Segundo a imprensa, o teor das conversas tem sido o mesmo: as portas das legendas estão abertas para uma possível filiação, mesmo que temporária, do Jair Bolsonaro e do grupo de parlamentares que deixaram o PSL. O mesmo filme que vimos com Marina Silva. Concordam?

 Flávio pede suspensão da investigação
O presidente do Supremo, Dias Toffoli, encaminhou a PGR o pedido do Senador Flávio Bolsonaro para suspender as investigações que acontecem no Rio, sobre sua gestão como deputado estadual. Na matéria, apareceu uma foto antiga em que Jair Bolsonaro aparece pescando com Queiroz, considerado o operador do seu filho Flávio. O pedido de habeas corpus, havia sido negado pelo relator do STJ. O atual tem o mesmo teor. “Os relatórios apresentados pela Coaf denunciam uma ‘verdadeira devassa’ dos promotores estaduais quebrando o sigilo bancário sem autorização judicial prévia”. A bola foi jogada no colo do Aras, novo procurador da República. Mas dá para entender como ’jogada ensaiada’. Há quem diga que o Aras irá propor a suspensão das investigações. Terá reflexos em outros processos em andamento. A desconfiança aflora. Ou Não?   

Homem público está sujeito a tudo

A matéria que li no sábado, repetição de antigamente, mostra que a vida das pessoas públicas, é guardada a sete chaves para ser usada nos momentos propícios. Não sei de quem foi a ‘ideia’ e que objetivo tem, mas a manchete é chamativa: "Bolsonaro só tomava água da torneira por medo de ser envenenado”. Pensei que fosse atual. Mas não. Era uma antiga e diz claramente. “O presidente Bolsonaro, quando era deputado federal e morava no então apartamento funcional no setor sudoeste de Brasília, evitava beber a água da geladeira quando chegava em casa”. Tinha receio de ser envenenado. Mas por que veio à tona agora? Será que tem a influência em seu ídolo atual, presidente Donald Trump? Aparentemente, não. Isso está retratado no livro da jornalista, Thais Oyama, cujo título é sugestivo: “Tormenta O governo Bolsonaro: Crises, intrigas e segredos”. A imprensa está dando divulgação apenas no que diz respeito ao receio que teria Bolsonaro de ser envenenado. Como o livro foi escrito com autorização do próprio presidente (ou quando era deputado) a divulgação atual serve de alerta e a pergunta flui ao natural: Será que o medo o persegue até hoje? Apenas como lembrança este ‘filme’ já passou bem perto de nós. Mais perto do que você imagina. Políticos que não tomavam café, nem bebiam água em seu gabinete. Levavam tudo de sua própria casa. Quem não tem medo do lobo mau? 

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