Alex Bagé é o novo vice-presidente da Associação de Cronistas Esportivos do Brasil
Publicado em 27/02/2020

Esportes

Foto: Divulgação/FS

Comunicador atua no Grupo Bandeirantes

Se falarmos de Alex Sandro dos Santos Gonçalves provavelmente poucas pessoas saberão de quem se trata. Mas se dissermos que esse é o verdadeiro nome de Alex Bagé todos saberão quem é. O jornalista bageense que atua no Grupo Bandeirantes foi eleito primeiro vice-presidente da Associação de Cronistas Esportivos do Brasil (Aceb). A solenidade aconteceu em um evento realizado pela entidade em Curitiba, entre os dias 14 e 16 de fevereiro.
Em entrevista ao jornal Folha do Sul, o jornalista conta que seu objetivo principal era resgatar a credibilidade da Associação de Cronistas Esportivos Gaúchos (Aceg), entidade da qual ele é presidente e foi reeleito por aclamação no final do ano passado. “Fizemos isso com várias ações. Quando a Conmebol, por exemplo, tentou cobrar direitos (de transmissão) das rádios brasileiras para a Libertadores e Sulamericana, eu comecei um movimento que se tornou nacional, inclusive com apoio do Congresso, que chegou até a CBF, garantindo que nada seria cobrado das rádios”, conta Bagé. A partir dessas ações, o jornalista passou a chamar a atenção da entidade nacional, culminando com o convite para integrar a diretoria. “Não tem nada de ego nisso, de vaidade. O que tem é a responsabilidade e o comprometimento de carregar o nome do Rio Grande do Sul e da crônica esportiva gaúcha”, pontua.
Com o novo mandato já em andamento, Alex Bagé ficará à frente da entidade até 2022. Junto com ele, compõem a diretoria o presidente reeleito Márcio Martins, da Bahia, e segundo vice-presidente Paulo Roberto Pereira, que é do Amazonas. Ao ser questionado sobre como pretende conciliar as gestões na Aceg e Aceb, o jornalista garante que é possível ajustar as duas agendas. “São perfeitamente conciliáveis. Claro que em reuniões importantes precisarei me deslocar. Mas tudo está dentro de um planejamento”, garante.
Um alvirrubro declarado
Apesar de não conseguir visitar a cidade há pelo menos dois anos, Alex carrega consigo as raízes bageenses. Nascido na cidade e com a família paterna radicada aqui, ele carrega o nome da Rainha da Fronteira com orgulho. “Minha relação com a cidade é totalmente direta, tanto que eu resolvi carregar Bagé no meu nome de trabalho. Muitos nem sabem o meu nome de nascimento. Tenho muito amor, carinho, respeito e gratidão por ter nascido em uma das cidades mais representativas do Rio Grande do Sul”, faz questão de dizer.
Mesmo que de longe, Bagé faz questão de acompanhar o futebol da cidade, principalmente o seu time do coração: o Guarany. O jornalista faz parte de uma confraria em Porto Alegre, que tem como objetivo discutir e pensar assuntos relacionados ao clube.  Sobre a volta dos clássicos Ba-Gua em 2020, Bagé faz questão de dizer que esta é uma das maiores rivalidades do Estado. “O clássico Ba-Gua é uma das marcas do futebol gaúcho. A gente fala em Gre-Nal, Ca-Ju, Bra-Pel e vai falar no Ba-Gua. Mas, com certeza, o clássico é uma das marcas do futebol gaúcho e brasileiro, até pela quantidade de jogadores que já revelou”, enfatiza.
Avaliação da Divisão de Acesso
Ao fazer uma análise sobre os times da cidade, Alex demostra confiança nos novos treinadores. “O Arílson é um cara de muita experiência como treinador, já atuou na Divisão de Acesso. O Bagé também tem a figura do investidor e isso é importante para que você possa montar um time melhor, dando estrutura melhor para os jogadores. O Guarany não tem esse recurso, mas tem o trabalho de pessoas que antes de tudo são torcedores, como o Tato e o Cléo. O Rodrigo Bandeira também é um cara que já é calejado no campeonato”, avalia.

Bagé destaca também o nível de dificuldade da Divisão de Acesso, que acredita ser tão difícil quanto à série A do Campeonato Gaúcho. “Na primeira divisão, a maioria são clubes que já estão acostumados com dinheiro de renda, de patrocínio, direitos de transmissão de TV. Enquanto na Divisão de Acesso não lota os estádios e isso é um problema. Os patrocínios têm um valor muito pequeno em relação ao que mereceria o clube, já que ele não tem tanta visibilidade. E por outro lado também tem a questão das estruturas dos clubes, fica difícil convencer um jogador a disputar o Acesso. Você tem que apresentar um projeto para que lá na frente ele entenda que possa ter algum resultado”, analisa o jornalista.

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