Aí vem o imposto
Publicado em 21/01/2015

Editorial

por Felipe Valduga
felipelvalduga@gmail.com

Quando a situação envolvendo um governo aponta para um ano com o caixa apertado, com necessidade de economia, é quase uma certeza de que os impostos serão elevados. Até porque rapidamente garantem uma quantia significativa de verbas para tocar o baile.
E foi exatamente o que ocorreu. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou, segunda-feira, aumento de tributos sobre combustíveis, produtos importados e, também, sobre operações de crédito.
Para se ter uma ideia, a expectativa é arrecadar R$ 20,6 bilhões. Bom para o governo, que terá caixa, mas ruim para a população, eternos contribuintes, que acaba pagando todas as contas.
Até dá para aceitar que as medidas tornem o país mais confiável para o mercado internacional, que precisa se mostrar estruturado para atrair empresas ou mesmo fechar negócios de importação e exportação. Mas como é duro aceitar que, em meio a tantos juros, que tornam o salário cada vez mais irrisório, temos que encaram impostos e mais impostos.
Somente com combustíveis, a elevação será de R$ 0,22 para a gasolina e R$ 0,15 para o diesel. E isso na negociação com as refinarias. Nas bombas, como de costume, a taxa deve ser mais severa.
E neste imbróglio todo, mais uma notícia insatisfatória. A presidente Dilma Rousseff vetou o projeto que pretendia reajustar a tabela do Imposto de Renda sobre as pessoas físicas em 6,5% - uma nova porcentagem ainda deverá ser efetivada. Mas é um grão de areia na imensidão de cobranças. Haja bolso.

Deixe sua opinião