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Agentes da PC lutam para combater o "pacote de maldades" do governo do Estado
Publicado em 14/11/2019

Segurança

Foto: Anderson Ribeiro

Entre os objetivos estão garantir aposentadoria policial e salários

por Anderson Ribeiro

Na quarta-feira e hoje, os policiais civis gaúchos estão paralisados. Com isso, deram um importante passo na tentativa de combater algumas ideias do governo Eduardo Leite e garantir a aposentadoria policial e os salários. Nos dois dias, os agentes paralisaram as atividades e conversaram com a população, mostrando o que significa o “pacote de maldades” para a Segurança Pública gaúcha.
Em Bagé, policiais civis se reuniram em frente à Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA). A reportagem do jornal Folha do Sul foi até o local e pôde observar a situação e conversar com os agentes. Segundo eles, o momento é de muita descrença, mas também de luta. Luta por direitos conquistados. Em uma conversa informal, um policial disse que jamais deixaria de fazer o trabalho, mesmo estando com o salário atrasado, porém, não faria nada a mais. Isso, devido ao desrespeito do governo para com os servidores.
É sabido que grande parte dos policiais, além do turno de trabalho, faz duas ou três horas a mais, muitas vezes, por dia. Na Rainha da Fronteira, temos vários exemplos de ações que evitaram tragédias por existir um amplo trabalho de investigação e integração. Porém, isso pode acabar, pode diminuir. E quem perde com isso é a sociedade. 
Conforme o diretor do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm), em Bagé, Luiz Henrique Lamadril, o objetivo da paralisação é mostrar ao governo a indignação pelos mais de 50 meses de salários atrasados e parcelados. “E agora vem com esse pacote querendo retirar os direitos e garantias do servidor. Estamos enfrentando esse pacote que quer, entre outras coisas, retirar a aposentadoria especial e vedar por 15 anos as promoções. Não podemos aceitar que uma categoria como a Polícia Civil e demais órgãos da Segurança Pública, que têm na sua complexidade o trabalho de enfrentar a criminalidade, arriscando a própria vida, que venha a ser culpada pela situação financeira do Estado”, destacou.

Plantão

As orientações são atender ocorrências policiais de Maria da Penha, com pedido de medidas protetivas, crianças vítimas, homicídios, estupros, prisões e furto/roubo de veículos (não atender recuperação ou devolução de veículos). Casos de prisão em flagrante somente iniciar o procedimento após análise criteriosa da autoridade policial. Exigir a presença da autoridade policial em todos os atos do flagrante.
Não deverão ser procedidas diligências externas como intimações, buscas e levantamento de locais. Não elaborar inquéritos e termos circunstanciados e nem remeter os feitos ao Judiciário.

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