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Agência do Sine registra fila em ação do Empregar RS
Publicado em 19/10/2019

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Foto: Niela Bittencourt

Oliveira está desempregado há dois anos

Nem mesmo a garoa e as nuvens carregadas impediram aqueles que buscavam uma oportunidade de emprego de participarem de uma ação da agência do Sine Bagé, na manhã de sexta-feira. O Empregar RS disponibilizou 43 vagas de emprego no município. De acordo com o coordenador da agência, Roberto Messias, a demanda era para áreas como comércio, construção civil, prestação de serviços e saúde.
Ele informou que até as 10h de ontem mais de uma centena de trabalhadores já haviam sido atendidos. Mas a reportagem do jornal Folha do Sul constatou que no horário havia uma extensa fila. O coordenador comentou que as primeiras vagas preenchidas foram aquelas cujos empregadores não exigiam experiência. Aliás, Messias mencionou que as vagas contemplavam desde trabalhadores com Ensino Fundamental incompleto até o Ensino Superior completo.
O coordenador ainda ressaltou que as vagas disponibilizadas ontem foram resultado de um intenso trabalho da equipe do Sine. Foram 30 dias de captação de vagas, junto aos empresários da cidade, seja por meio de telefone, e-mail, redes sociais e visitas. Tudo para que o evento fosse um sucesso. "Foi um trabalho intenso, focado. Sabemos que não está fácil o mercado hoje na cidade", pontuou. Mas o coordenador do Sine garantiu que as expectativas são positivas. "Com a construção das usinas termoelétricas no município de Candiota, que fomenta a economia de Bagé, as expectativas são boas", enfatizou. 

Na luta pela carteira assinada

Em busca de uma oportunidade, Cristian Gonçalves Munhos, 22 anos, comentou que estava disposto a atuar em qualquer área. "Está difícil hoje em dia. Não adianta escolher muito", argumentou, ao dizer que a última atividade que desempenhou foi em uma cooperativa, em período de safra. Desempregado há três meses, o jovem, que é de Lavras do Sul, se deslocou até Bagé apenas em decorrência do Empregar RS. 
Também desempregado, porém, há dois anos, Josué Oliveira, 32 anos, buscava uma vaga na área de portaria ou como recepcionista. Questionado sobre o mercado, considerado difícil, ele mencionou acreditar que as empresas nem sempre dão oportunidade. "Exigem muita experiência e escolaridade. Muitas vezes quem não têm estudo não consegue", ponderou. Natural de Guaíba, ele vive em Bagé há três anos. Na Rainha da Fronteira, formou uma família. Já trabalhou por oito meses sem carteira assinada e, desde então, tem feito alguns "bicos". 

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