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Aeroportos- Governo assina contrato
Publicado em 09/09/2019

Política

Mais uma etapa das privatizações foi concluída. O governo assinou contrato de concessão de 12 aeroportos. Como se sabe, alguns já haviam sido privatizados no governo passado. As obras previstas no contrato estão em andamento. O governo não perde nada porque vai cobrar o que lhe é de direito. Mas o importante é que a folha funcional é de responsabilidade de quem comprou. Somem o que foi arrecadado com a privatização e a arrecadação que já esta recebendo (percentual é claro) e tirem do governo a folha e seu peso, dá uma boa grana. Este novo avanço já começou a dar seus dividendos. Pelos três terminais o Executivo federal receberá R$ 2 bilhões e quatrocentos. O governo celebrou, na quinta-feira (6/9), cerimônia de assinaturas simbólicas dos contratos de concessão aeroportuários decorrentes do leilão da 5ª rodada, realizado em 15 de março, na B3, em São Paulo. Foram concedidos 12 aeroportos, divididos em três blocos por regiões. As empresas em número de três, serão responsáveis por “explorar, ampliar e cuidar da manutenção dos aeroportos de Recife, Maceió, João Pessoa, Aracaju, Juazeiro do Norte, Campina Grande, Vitória e Macaé. Outras duas rodadas estão previstas para os próximos anos. Muita gente deve estar “esfregando as mãos” de contente, porque vislumbra a redução do valor das passagens. Pode até acontecer. Mas o que poderá baixar o valor das passagens é a concorrência. Como tem algumas empresas aéreas querendo se estabelecer no Brasil, uma até já comprou outra empresa que praticamente quebrou, isso, sim, aumentando o número de voos, forçará a concorrência a baixar o preço das passagens. Eu sei que muitos não ficam satisfeitos, porque estão defendo com unhas e dentes as privatizações. Sou convicto que os governos não devem concorrer com a iniciativa privada. A função dos governos é fiscalizar e cobrar os impostos a que têm direito. Isso vai diminuir a máquina pública e aumentar a arrecadação. Que sigam as privatizações. Concordam?

Troca o governo, mas o papo é o mesmo

O governo comemora a queda da inflação. Como se isso fosse por medidas tomadas pela área econômica. A manchete que noticia a alegria de membros do governo, já induz a população neste sentido. Leia: "Inflação desacelera em agosto puxada por queda nos alimentos”. Vou, outra vez, ser repetitivo, quem baixa e sobe a inflação é a velha lei da oferta e procura. Quanto mais produtos à disposição do consumidor (oferta) e menos (comprador) mais baixo o preço. A queda no preço dos alimentos está diretamente ligada à produção que, felizmente, aumentou. O brasileiro continua com o bolso meio furado. Sem dinheiro. Ele continua procurando o menor preço. Para não sobrar produtos nas gôndolas, principalmente os perecíveis. O comércio baixa os preços para fazer caixa mais rapidamente. A concorrência, para não ficar para traz, usa a mesma estratégia. Se você estiver atento vai chegar a mesma conclusão. Quantos folhetos são colocados na porta de sua casa anunciando preços? Propaganda em rádio, jornal e televisão, com ofertas especiais, nos induz a comprar onde é mais barato. Como o bolo da arrecadação nacional está diretamente ligado na diferença entre o preço de compra e de venda, é claro, que os impostos também variam. No mês de agosto, que serviu para a euforia do governo, o comércio atento aos movimentos da população, reduziu seus preços em alguns produtos, para aproveitar a liberação de parte do fundo de garantia e pagamento de parte do décimo terceiro salário, por muitos municípios brasileiros. Então, ratifico, o mercado se entende. Governo nenhum controla inflação a não ser que baixe o valor dos combustíveis. Ao contrário, quando baixa a arrecadação, motivada pela falta de dinheiro, os governos aumentam o combustível que também gera imposto e equilibra a arrecadação. Não é uma opinião baseada em livros ou economista de plantão. É de mais um “sofredor” que corre atrás de ofertas para não gastar mais do que ganha. Tá!

Ex-vice de Serra - Índio da Costa - é preso

O bicho continua pegando. A Polícia Federal cumpriu mandado e prendeu Índio da Costa, por suspeita de participação em esquema de fraudes nos Correios em 2016. No total da operação, 12 pessoas foram presas e 24 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Pelas informações das autoridades, R$ 13 milhões teriam sido movimentados pela organização criminosa. Chora nenén!
 

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