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Zona franca terrestre
Aceguá dialoga com empresas interessadas na instalação de free shops
Publicado em 12/09/2019

Geral

Foto: Arquivo/FS

Expectativa é por geração de emprego

Os primeiros free shops brasileiros estão instalados em três cidades gaúchas: Uruguaiana, Jaguarão e Barra do Quaraí. E a expectativa é que Aceguá também atraia empresários. Na sexta-feira, de acordo com o prefeito Gerhard Martens, um contato foi feito com o município para informações. Não é a primeira vez que isso acontece: a Duty Free Americas também já teria procurado o Executivo com o mesmo objetivo. Martens comenta que, com a implantação das primeiras lojas, os negócios estão "aquecendo". Ele explicou que havia muitas dúvidas sobre o que seria necessário para a implantação dos free shops - pouco a pouco, e na prática, estão sendo sanadas. 
Sobre a importância da instalação das lojas francas, Martens elucida que a aposta é na geração de empregos, além, é claro, do aumento da movimentação e da autoestima do município. E ele lembra que as pequenas empresas, já abertas na cidade, têm a ganhar com tudo isso, uma vez que haverá maior circulação de consumidores com o aumento da oferta. 
Ganha, assim, o turismo comercial, que deve, segundo ele, ser incentivado. "Vamos ter que trabalhar em cima de investimentos para a área", argumenta, ao comentar que Aceguá não tem uma rede hoteleira forte. Mas com a implantação de free shops, com a recente abertura do Parque Cultural Tradicionalista e com a realização de eventos, a tendência é atrair investimentos. "Aos poucos vamos evoluindo e construindo nosso município", pontua. 
Uruguaiana já conta com três lojas. Há também uma em funcionamento em Barra do Quaraí e outra em Jaguarão. No território gaúcho, 11 muncípios considerados cidades-gêmeas estão aptos a receber as lojas francas terrestres, como são definidas. O prefeito de Bagé, Dilvado Lara, é representante dos chefes do Executivo da região no parlamento do Mercosul (Parlasul), e ele já havia afirmado ao Folha do Sul que uma das prioridades é a implantação dos free shops do lado brasileiro. 
Ele explica que a instalação das lojas deve corrigir o que define como uma injustiça cometida há muitos anos com municípios que acabaram ficando subdesenvolvidos comparados a outras cidades porque tiveram uma redução em seus raios econômicos. Questionado sobre de que forma a implantação de empreendimentos em Aceguá deve impactar a Rainha da Fronteira, ele argumenta que é importante lembrar que Bagé tem uma rede hoteleira diferenciada. Desta forma, haverá ganho para o setor, assim como para a gastronomia local e para o turismo como um todo. Bagé é o caminho para chegar aos free shops, como argumenta o prefeito: com o aumento do contingente de visitas, a cidade ganha nos aspectos já elencados e em outros também. Mas é preciso, pontua Divaldo, dialogar a fim de estabelecer boas estratégias. 
O prefeito elucida que, com uma estratégia bem trabalhada, todos os muncípios da região tendem a ganhar com a novidade.  

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