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A política é assim! Não serve? Cai fora!
Publicado em 05/09/2019

Política

Outro assessor é demitido por ter feito declarações não condizentes com a função que exercia. O nome era pouco conhecido, mas exercia função importante, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. Luiz Augusto Souza Ferreira ousou denunciar que recebeu pedidos “não republicanos” de Carlos da Costa, secretário especial de produtividade e emprego do Ministério da Economia. Só para lembrar, o tal pedido não republicano veio de um assessor do ministro Paulo Guedes. Recebida com naturalidade pelo demitido que, no entanto, não informou o teor do pedido. O anúncio da demissão foi publicado no Diário Oficial de ontem. Agora, a imprensa vai atrás e perguntará “que pedido foi esse”. No Twitter, Ferreira afirmou que foi demitido por ser correto. A comunicação de sua demissão foi simples. "Acabo de ser demitido. Sem apuração.  Por ser correto. E ok. O que eu já previa. Os covardes cada vez mais tomam conta do governo. Agradeço ao presida (sic) Jair Bolsonaro. Espero que Deus possa iluminar suas decisões. E que abra seus olhos. E rápido". Na saída do palácio, ontem, Bolsonaro foi arguido pela imprensa: “Foi decidido essa questão e ponto final. Está resolvida a questão, já está definido”. Questionado sobre o futuro de Carlos da Costa, ele esquivou-se e evitou comentar se o secretário do ministro da Economia, Paulo Guedes, será demitido também. “Esse caso, o prejudicado vai no MP (Ministério Público), onde quiser, e diz o que viu de errado no governo lá e pronto. Isso está no processo. Mais nada a falar sobre isso daí”. Que pedido tão grave, feito pelo assessor de Guedes, que causou mais uma demissão no governo? É claro que, a imprensa investigativa vai em cima do demitido para saber a verdade. Agora, ter que esperar que o prejudicado recorra ao MP e conte o fato, é um direito que não precisa autorização de ninguém. O ministério público e a Procuradoria da República poderiam tomar a iniciativa. A denúncia, embora nas entrelinhas, da ideia de algo muito grave. As instituições deveriam investigar. Concordam?

Planalto deve apresentar mais uma PEC         

E essa vai causar mais confusão que as anteriores. Pode mexer com a estabilidade do funcionalismo público. Ideia é promover as mudanças dentro da proposta da reforma administrativa. O governo federal planeja apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabeleça novas regras à estabilidade dos servidores públicos. Nesta terça-feira (3/9), o secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Gleisson Rubin, anunciou que existe a possibilidade de o Planalto incluir as alterações no texto da reforma administrativa do poder público e encaminhá-las ao Congresso Nacional. Descobriram que o peso do estado é excessivo para as contas públicas. Ora bolas, a máquina pública está inchada há muito tempo. É um tema que venho abordando há horas. Tem muita gente ‘ganhando demais e fazendo de menos’. Agora, não podemos esquecer que ‘regra de jogo não se muda com a partida andando’. A lei não retroage para prejudicar somente para beneficiar. Sabendo disso e sempre atento às declarações do governo, o presidente da Câmara Rodrigo Maia se posicionou contra a uma reforma administrativa que retire de todos os servidores públicos, o direito à estabilidade. No encontro com empresários no Rio de Janeiro, ele deixou claro sua posição: "No meu radar, é tudo para frente. Essa discussão para trás eu acho ruim. Reduzir salário hoje de quem já entrou numa regra, eu acho ruim. Tirar estabilidade de quem já entrou com essa regra, é ruim. Eu defendo, para que a gente tenha uma reforma administrativa mais rápida, e que atinja nossos objetivos, que não se olhe para trás. Olhe só para o futuro". No português bem claro, assim como está anunciada não passa no Congresso. Terão que negociar; na linguagem legislativa, negociar os cidadãos de bem sabem o que é.

Raquel Dodge quer ter acesso ao processo  

Procuradora-geral da República, quer ter acesso às investigações relacionadas ao assassinato da vereadora Marielle Franco para saber se houve envolvimento do conselheiro afastado do TCE –RJ, Domingos Inácio Brazão. Em um pedido enviado ao STJ,  Dodge ressalta que precisa ter acesso aos documentos para solicitar um eventual deslocamento de competência das investigações. Por que só agora, após mais de um ano? Antes tarde do que nunca!

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