A nova onda popular
Publicado em 23/01/2014

Editorial

Felipe Valduga
felipelvalduga@gmail.com

Mais novo tema de discussão na mídia nacional e em meio às rodas de conversa, os rolezinhos, assim como já afirmavam especialistas em Sociologia e Ciência Política, devem se expandir pelo país. E talvez, acima de tudo, pela polêmica que envolveu o assunto.
Aqui na Rainha da Fronteira, por exemplo, já surge uma perspectiva de movimentação similar. Mesmo sem ter um caráter ainda oficial, esta possibilidade, com certeza, será pauta frequente entre os bageenses, e na região, nos próximos dias.
É válido destacar, contudo, que os chamados “rolês” surgiram não como manifestações. Os jovens, responsáveis pela atividade, não tinham ambições políticas, não buscavam o protesto. Mas, sim, a confraternização entre os mesmos. Era um ponto de encontro. E o destino escolhido: os shoppings. Até mesmo por toda estrutura disponibilizada.
Por outro lado, a inserção de pessoas até então desligadas daquele processo inicial, que passaram a integrar os grupos com o objetivo da simples perturbação, provocaram reações das forças policiais, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, e culminaram desvirtuando a movimentação inicial.
Outra questão sobre o tema é a tentativa dos movimentos sociais em “abraçar” esta causa e, através disso, tornar aquele ponto de reunião de jovens em um mecanismo para buscar objetivos voltados para eles mesmos. E esta sim é a problemática. O país se tornou, no ano passado, um canteiro de protestos. Válidos até certo ponto, até mesmo para demonstrar a insatisfação popular e buscar melhores condições de vida para a nação. Porém, este desvirtuamento habitual traz, consigo, um ponto negativo.
Os jovens têm direito de se reunir, de confraternizar, de se divertir. Contudo, caso prossiga este embate de ideologias, se tornarão o mais novo estopim para protestos pelas ruas do país. É a nova onda popular.

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