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A leitura é pujante em Bagé
Publicado em 08/01/2020

Editorial

Na contramão de outros lugares, o gosto pela leitura de livros impressos é pujante em Bagé. Esse hábito está enraizado na cultura da Rainha da Fronteira. Embora o avanço das novas tecnologias desafie o impresso, pessoas de diferentes idades ainda preferem o contato físico com os livros. E estão no topo dos preferidos as obras que tratam sobre política.

A polarização no segmento político com a briga entre militantes da esquerda e da direita e o Lula x Bolsonaro, pode ter influenciado na procura por essa temática na atualidade. Nos últimos tempos, muitas obras têm sido lançadas sobre a prática da política brasileira, que, na verdade, em nada engrandece a nação. Mas o mais importante é o fato de que pessoas estão buscando se informar e da melhor forma possível, que é por meio da leitura e não das famigeradas redes sociais - ferramentas que têm influenciado de forma negativa, com a propagação de notícias falsas - as fake news. Junto à política, os livros de História são os mais solicitados. Eles estão no topo da procura na Biblioteca Pública de Bagé Doutor Otávio dos Santos. Nesta edição, o jornal Folha do Sul publica reportagem sobre o hábito da leitura em Bagé e o aumento da venda de livros. Para isso, foram entrevistados representantes de uma das mais frequentadas livrarias da cidade e da biblioteca, que tem no acervo em torno de 35 mil títulos à disposição dos bageenses. Nunca é demais afirmar que o conhecimento é vital para a formação e para formar opinião bem consolidada e fundamentada sobre determinado assunto, mas a base de tudo é a leitura. O conhecimento se desenvolve a partir das habilidades e dos aprendizados adquiridos nas diversas experiências nas quais a pessoa é submetida. A formação escolar e acadêmica, sem vias de dúvida, é fundamental, mas a leitura é o que faz a diferença na vida de uma pessoa. Não precisa ter formação mais avançada, mas quem lê de forma assídua demonstra bom vocabulário, capacidade analítica e melhor discernimento diante dos fatos e da vida.

OLHO: “Nunca é demais afirmar que o conhecimento é vital”

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