A imagem que se passa
Publicado em 28/01/2014

Editorial

Felipe Valduga
felipelvalduga@gmail.com

Não fossem as flores da primavera, o verão poderia ser apontado como a estação onde a natureza mais se destaca. É fato. A chegada do calor, presente em quase todo seu ciclo, acompanhada, constantemente, pelas rápidas passagens de chuva, faz deste período o ideal para o verde tomar a predominância das paisagens.
É até bonito de ver, às vezes. Mas nada fácil de controlar. Isso porque é exatamente nesta época onde as cidades acabam sendo tomadas pelas altas pastagens. Não são raras as ocasiões, por exemplo, que ligações de leitores ao Jornal FOLHA do SUL retratam espaços, como canteiros centrais, praças ou outras áreas públicas, “consumidas” pela natureza.
Em Bagé, por exemplo, este cenário já faz parte do cotidiano. A população exige que o Poder Público agende ações com o objetivo de controlar o verde que, se abandonado, toma conta de vez.
Mas é fato, também, que esta demanda é tão constante que, por consequência, acaba não sendo plenamente atendida. O motivo: falta pessoal. Alguns estão em férias. Mesmo assim, o contingente é avaliado como insuficiente.
Na edição de sábado, em reportagem exclusiva, a FOLHA do SUL retratou medida trabalhada pela Prefeitura para contratar uma empresa terceirizada para realização de serviços de capina, varrição e pintura de meio-fios, além de equipamentos específicos. Assim como exposto, a intenção é viabilizar um reforço na mão de obra em, pelo menos, 60 dias.
Primeiro, é preciso valorizar a proposta tendo em vista seu objetivo principal de proporcionar serviços exigidos e necessários para atender a comunidade. Lamenta-se, apenas, que demore cerca de dois meses para ser concretizado. Até porque trata-se de algo que envolve a imagem da cidade, a ilustração pela qual ela é retratada para seus moradores e visitantes – estes últimos mais constantes durante as férias. Por enquanto, o verde é a imagem que se passa.

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