por Felipe Valduga
A força do carvão
Publicado em 07/03/2013

Editorial

A busca por novos investimentos na produção de energia elétrica com base no carvão mineral é tema frequente na região. Primeiro porque Candiota, assim como o Rio Grande do Sul, possui as maiores reservas do país, em quantidade suficiente para abastecer possíveis novas usinas termelétricas por muitos anos – algo aproximado de dois séculos, dentro das devidas proporções. Segundo, não podemos esquecer, pelo desenvolvimento proveniente de uma obra na magnitude do que foi a Fase C da Usina Presidente Médici, concluída há poucos anos.
Sabemos, e é fato, que apesar da existência de inúmeros projetos privados – há quem diga que no setor público também – com licenças ambientais já concedidas, as tratativas esbarram dos famosos leilões de energia A -5, do Governo Federal. Por sua vez, neste âmbito político, inúmeras lideranças vêm trabalhando para a inserção do mineral nas negociações. Até agora, porém, sem sucesso.
Contudo, o que se vê no atual cenário é promissor. Há um sentimento, perceptível em cada ação ou discurso, de confiança de que “agora vai”. Uma demonstração é o que se viu na tarde de ontem, na Câmara de Vereadores de Candiota. Representantes de praticamente todas as cidades da região – algo não visto muito até o momento – bem como de municípios carboníferos como Minas do Leão, Arroio dos Ratos e Butiá integraram e defenderam novos investimentos durante audiência pública. Mais de quatro horas de manifestações interessadas.
Outro ponto positivo, rumo à inserção do mineral nestes leilões, é o fato do país viver um período até preocupante de garantias de abastecimento energético. O problema no Estado já é de longo tempo. E, assim, o carvão mineral pode surgir como solução.
Aos espectadores resta aguardar o resultado. Quem sabe, de fato, o futuro reserve a concretização do sonhado polo energético na cidade de Candiota. O certo é que, caso aconteça, o desenvolvimento econômico e social da Campanha ganha um aliado de peso.

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