A DOR ENSINA A GEMER E O POVO SE UNE
Publicado em 16/03/2020

Política

Passamos por uma semana de turbulências, exageradas para alguns, na economia mundial. Como sempre os países ainda em crescimento foram os que mais sentiram. As ações da Petrobras se desvalorizaram. Os comentaristas econômicos e a área econômica do próprio governo falam em mais de 90 bilhões. Como minha máquina de calcular não consegue lidar com tanto ‘zero’ à direita do número, deixo de lado este aspecto para analisar o outro mais importante. Vamos lá. Quando uns perdem, outros ganham. E aqui sigo em minhas análises de leigo e pergunto quem ganhou? Os de sempre. Quem tem dinheiro compra na baixa e vende na alta. Mas isso não é só nas variações das ações e do dólar. Se o cidadão que lê este espaço fizer avaliação sobre o que estou dizendo, ele chegará à conclusão que sempre cheguei. Quando o comércio anuncia suas ofertas (antigamente conhecido como ‘baratílio’ (não consegui encontrar a grafia certa), o povo sai correndo para aproveitar os preços baixos. Ele compra na baixa. Na área econômica, com o mercado livre, bolsa e dólar variam no ‘prato da balança”: quando um sobe o outro desce. Então, quem tem ‘bala na agulha’ vende na alta e compra na baixa. Não há muita dificuldade para um leigo, tanto quanto eu, entender. Agora, o que tem acontecido nos últimos dias preocupou os governos, principalmente aqueles países que procuram equilibrar sua economia. O Brasil é um deles. Tanto é verdade que Paulo Guedes, ministro da Economia ao anunciar “pacote de liquidez” a bolsa volta a subir. Mas não recupera as perdas que atingiram quase 15%. Na sexta-feira, recuperou aproximadamente 4% com o anúncio feito pelo governo. Vai liberar dinheiro para as empresas em dificuldade. Quais medidas? Vamos lá: O Banco Central vai liberar recursos, os bancos públicos vão socorrer empresas em dificuldades, haverá facilidades para saques do PIS/Pasep. E aqui uma coisa importante na declaração do governo, ‘tudo isso para amenizar os prejuízos causados pelo coronavírus e a baixa do petróleo no mercado internacional’. Porém, e sempre tem um porém, o ministro da Economia voltou a defender a aprovação de reformas pelo Congresso para destravar o crescimento econômico. Ao chegar na sede do Ministério da Economia, pregou harmonia entre os poderes Executivo e Legislativo. Agora, está entrando na verdadeira causa que tem complicado  nossa economia: Executivo e Legislativo estão às turras. Enquanto a área econômica procura se entender com o Congresso, Bolsonaro segue sua maneira de pensar e procura a desavença. O Congresso, formado por ‘cobras criadas’, vai buscando dominar o meio campo. E isso causa instabilidade econômica. No final da entrevista, ele acabou, indiretamente, culpando o governo ao qual faz parte e fez a pergunta aos jornalistas: “Vocês viram o efeito que está tendo a economia na nossa desarticulação política?. Esses desentendimentos criam problemas para a economia”. Como fazer para convencer  Bolsonaro que Executivo e Legislativo são poderes autônomos?  


Começa o movimento para eleições municipais 
Sabemos que a tentativa de união para as eleições municipais nunca deixou de acontecer. Este ano, por exemplo, é um pouco diferente. Os partidos podem se unir para a majoritária (prefeitos), mas não podem para a proporcional (vereadores). A matéria que transcrevemos na coluna de hoje, poderá ter influência na eleição para prefeito de Bagé. A manchete do Jornal do Brasil (JB) explica o movimento. Leia: “PDT - PSB - PV e Rede vão firmar aliança nacional”. Em reunião com o Diretório Estadual do PDT, no Rio de Janeiro, Carlos Lupi anunciou que vai promover em Brasília, na próxima terça-feira (17), amanhã, encontro com líderes do PSB, PV e Rede para firmar alianças visando às eleições municipais em todo o país. Em São Paulo, na última quinta-feira, Lupi e Ciro Gomes anunciaram o primeiro resultado da aliança nacional do PDT com o PSB. Isso poderá acontecer em Bagé. Poderá! O tempo confirmará. Ou não?  

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