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A bola da vez: desmatamento da Amazônia
Publicado em 19/08/2019

Política


O instituo Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), instituição respeitada no mundo inteiro, teve seu presidente demitido. Até aí faz parte das atribuições do presidente da República. Nomear ou substituir cargos de confiança do governo que se estabelece, eleito pelo povo, não é novidade. E muito menos caberia a quem quer que seja usar como cavalo de batalha para apologia política. Pois a declaração do presidente do INPE, que foi demitido, está servindo para ações de muitos países, inclusive causou a suspensão da ajuda que a Alemanha e Noruega enviavam ao Brasil. E em dólar. Dita ajuda serviria para preservação da Amazônia. Eu não posso acreditar que os países tomaram a decisão sem ter comprovado que o desmatamento existe. Tem servido para que emissoras de televisão do Brasil, há muitos anos vêm acompanhando o carregamento de madeiras retiradas da floresta. Pois desde o momento em que o presidente do INPE anunciou em entrevista que o desmatamento vem crescendo, caiu na desgraça do presidente da República. Ele o demitiu e colocou outro em seu lugar. A partir daí os países que mandavam dólares para a “preservação da Amazônia”, suspenderam a ajuda. Bolsonaro tem atribuído a decisão da Alemanha e Noruega à pressão internacional com a intenção de tirar a “soberania do Brasil sobre a Amazônia” A tal ponto chegou que o presidente Bolsonaro em suas andanças pelo Brasil tem insistido com esse discurso, usado por muitos países, tentando que funcione como uma autêntica “lavagem cerebral”. No caso atual, a Amazônia, penso ser equivocado, porque ela há muito tempo é considerada o “pulmão do Mundo”. Tanto é verdade que aportavam milhões de dólares para que o Brasil preservasse a floresta. Mas afinal de contas aumentou ou não o desmatamento? É a questão a ser analisada. O INPE afirma que sim, que aumentou. Pois no sábado outro instituto, IMAZON, constatou o aumento acentuado do desmatamento na floresta amazônica. Jair Bolsonaro não se entrega e vai dando suas declarações e incutindo a idéia que os países do primeiro mundo querem tomar conta dela. Segundo o presidente “há uma guerra de informação internacional para que o controle da floresta saia das mãos brasileiras”. Com este discurso, ele está incutindo na cabeça dos jovens a defesa da Amazônia. Este filme eu já assisti no passado, durante e após a ditadura. Os radicais eram da dita esquerda. Hoje a defesa da Amazônia é comandada pela dita direita. O que precisava era a união de todos para evitar que desmatem a Amazônia. O mundo está de olho e muitos países enviavam dinheiro para ajudar o Brasil a preservar aquele patrimônio da humanidade. Tá?
Carnavalesco muda samba de Lamartine
Leandro Vieira, carnavalesco da Mangueira, quer tudo menos confusão com os movimentos sociais. Menos ainda com a Justiça. Ele continua responsável pela Mangueira no próximo ano, mas também será o carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense, que participa do primeiro grupo. Pois ele resolveu levar ao sambódromo em 2020 o samba que homenageou Lamartine Babo em 1980. Porém ele mudará parte da letra para evitar qualquer problema com o movimento negro, crítico da letra que é considerada racista. O carnavalesco resolveu mudar uma parte da letra, famosa nos salões e nas ruas do Brasil: “O teu cabelo não nega mulata porque és mulata na cor. Mas como a cor não pega mulata, mulata eu quero teu amor.” Aliás esta letra causou muita confusão na decada de 80. No caso, pelo debate sobre a autoria. Seria letra e musica dos irmãos Valença, montada nos bares de Recife. Mas a repercussão nacional foi conseguida pelo lançamento feito por Lamartine que causou uma ação judicial. Pois bem, o título do samba da Imperatriz 2020 será “Só dá lálá”. História do carnaval. Certo?
Descobriram: Queiroz derruba diretor
Todos conhecem o caso Queiroz, ex auxiliar de Flávio Bolsonaro, então deputado no Rio. Estaria envolvido com milícias, e por isso, atingia diretamente o filho de Bolsonaro. Também as investigações estão”andando como lesma” porque há desconfiança que as milícías teriam executado a vereadora MarielleFranco. A policia civil do Rio era encarregada do caso, mas ocorreu a intervenção dos militares que comandavam a segurança no Rio. A desconfiança que paira na imprensa é que serviu para “tirar o foco” do papel dos milicianos na morte da vereadora e de seu motorista. Ué sai?            

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