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3 - Começa corte de árvores do Projeto Silvipastoril
Publicado em 20/08/2019

Rural

Foto: Divulgação/FS

Iniciativa entre instituições começou em 2012

Aconteceu, na semana passada, na localidade Corredor dos Brasil, em Bagé, o início do corte e raleio das árvores do Projeto Silvipastoril para melhor aproveitamento da área. O projeto foi implantado em 2012, em uma parceria da Emater/RS-Ascar, Embrapa Pecuária Sul, Universidade da Região da Campanha (Urcamp), Prefeitura de Bagé e IfSul, em 17 propriedades de pecuaristas familiares.

Na época, foram implantadas unidades silvipastoris para a integração do plantio de árvores de eucalipto, pastagem e gado. Foram feitas as plantações das árvores e, atualmente, a Emater/RS-Ascar e Embrapa Pecuária Sul fizeram todas as tratativas entre produtores e madeireira.

Dentre os produtores que aderiram ao projeto, inicialmente três estão participando do manejo. A ideia é que todos os interessados façam parceria com uma única madeireira de Bagé.

De acordo com o gerente adjunto do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, Rodolfo Perske, o objetivo do projeto é melhorar a pecuária e produzir madeira para uso na propriedade, como moirões para as cercas. "O projeto se torna muito importante economicamente para o produtor, pois ele não precisa gastar para comprar moirões, podendo usar a própria madeira na propriedade, sendo um benefício direto", enfatiza.

Além disso, Rodolfo destaca que o projeto traz um benefício indireto ao produtor, pois no momento em que é feito o raleio das árvores, acaba sobrando espaço para aquelas que não são cortadas, deixando-as mais grossas rapidamente.

"O projeto foi feito também visando as árvores que vão estar lá daqui 15 anos. Neste caso, é necessário que sejam selecionadas e mantidas as melhores, para terem espaço para crescer e não competirem entre elas. Estas melhores serão transformadas em tábuas, com valor comercial maior para o produtor", acrescenta.

O analista da Embrapa Pecuária Sul, Marco Antônio Karam Lucas, ressalta que a adoção da atividade florestal integrada com a pecuária na mesma área traz muitos benefícios para as propriedades da região, por incrementar a renda, gerar madeira para o consumo da própria propriedade e preservar o meio ambiente sem alterar a forma com que os produtores criam seus animais.

"A região também é beneficiada, pois a renda gerada pelas árvores movimenta o comércio de produtos e de serviços, gerando riquezas e empregos. O projeto é fundamental para o desenvolvimento de novas atividades econômicas na região, uma vez que os produtores recebem o suporte necessário para a implantação e condução desses novos sistemas de produção", destaca.

Segundo o produtor rural e um dos primeiros contemplados com o corte e raleio das árvores, Pedro Brasil, o projeto tem um alcance muito grande, embora a área atingida na propriedade seja pequena, com três hectares.

"No meu caso, eu recuperei uma área de campo nativo sujo e pude proporcionar bem-estar aos meus animais, com sombra no verão e proteção no inverno. Além disso, é possível agregar o benefício da madeira, utilizando para diversos fins, como moirões, lenhas e postes", pontua.

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