Vida – Life – EUA – (2017)
Publicado em 07/10/2017

Ricardo Beleza

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Cidade: Bagé / RS
Jornalista e crítico de cinema
Ricardo Beleza

Foto: Divulgação/FS

Suspense com ficção científica, dirigida por Daniel Espinosa, disponível em DVD e Blu-Ray.
Astronautas esperam a chegada de uma sonda espacial vinda de Marte em uma estação internacional que orbita a terra. A sonda traz no seu interior um microorganismo, que é a primeira prova de vida encontrada em outro planeta. O minúsculo extraterreno é batizado carinhosamente de Calvin. Filmes de marcianos pareciam estar fora de moda desde os anos cinquenta. Nessa época, uma enxurrada dessas produções de sci-fi peculiares inundavam a mente dos adolescentes que faziam fila nas bilheterias, curiosos para ver que tipo de monstro sideral atacaria o nosso planeta desta vez. Após este tsunami de filmes, alguns bons e outros ruins é claro, o encanto inicial parecia haver desaparecido. Com o passar dos anos, vez por outra, surgiram novas mudas da semente plantada nos distantes anos dourados que somaram positivamente e ajudaram na evolução do gênero.    Essa nova produção, parece não ter a pretensão de revitalizar os famigerados “filmes de marcianos”, até porque está longe de ser um grande sucesso popular mundial, desses que alavancam uma nova febre de algum gênero específico. E a causa dessa distância está no egocentrismo do destaque maior em “Vida” que não são as atuações dos bons atores do elenco principal composto por Jake Gyllenhaal, Ryan Reynolds, Rebecca Ferguson, Hiroyuki Sanada, Ariyon Bakare e Olga Dykhovichnaya e nem as lindas imagens do espaço cedidas pela Nasa, tampouco o clima claustrofóbico mal explorado do interior espremido da estação espacial e muito menos o efeito especial de falta de gravidade, ou mais precisamente “microgravidade”, que os atores dão a impressão de ter durante toda a história... O único diferencial dessa produção, em relação aos diversos outros filmes que exploraram esse tema, é justamente o organismo E.T. feito por computação gráfica (CGI), que faz uma alusão clara a entidade “Cthulhu” criada pelo escritor de terror H.P. Lovecraft. O serzinho egoísta vai crescendo e o bicho realmente pega dentro do laboratório... Outra parte precária e que prejudicou o estouro desse filme como um precursor de moda, é o roteiro previsível e sem graça de Rhett Reese e Paul Wernick, que até hoje só acertaram a mão em Deadpool (2016). Um abraço a todos.

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