Star Wars 8: Os Últimos Jedi – EUA – (2017)
Publicado em 13/01/2018

Ricardo Beleza

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Cidade: Bagé / RS
Jornalista e crítico de cinema
Ricardo Beleza

Foto: Divulgação/FS

Ficção científica com ação, dirigida pelo estadunidense Rian Johnson.
A aprendiz de Jedi “Rey” (Daisy Ridley) vai para uma ilha onde está o eremita Luke Skywalker (Mark Hammil). Chegando lá, a moçoila com aspirações à cavaleira de Jedi, tem que convencer o misantropo e renegado Luke a introduzi-la na nobre arte que usa sabres de luz e um poder sobrenatural comumente chamado de “força”, para assim tentar auxiliar a “aliança rebelde”, liderada pela general Leia Organa (Carrie Fisher), a combater as forças armadas imperiais.
Mais nova produção da franquia geek, cult e já clássica, que desde o episódio 7 “O Despertar da Força” (2015) está sendo chefiada pela organização multinacional Disney (A Lucasfilm foi comprada por US$ 4,05 bilhões). Essa sétima sequência do popular sci-fi tem sido o alvo de crítica de alguns fãs mais radicais dos primeiros filmes, um deles chegou a fazer um abaixo-assinado para que a Disney retire a produção do “cânone da saga”, alegando que a história teria desmoralizado o personagem ícone Luke Skywalker. Bem, polêmicas à parte, tenho que declarar que além de gostar do novo filme o achei também um divisor de águas onde o “politicamente correto” deixa de ser chato e vira entretenimento dos bons. O filme em 3D, além de combater a discriminação sexual, muito presente no mainstream, trazendo uma protagonista e heroína do sexo feminino, também deixa o espectador  atento contra a discriminação racial e a questão do abate animal e da doma tradicional na base do açoite. Sim, meus caros, tudo isso está no filme que supostamente aconteceu “há muito tempo atrás, numa galáxia muito, muito distante”... É, parece que a problemática que incomodou os grandes gênios polímatas da humanidade acabou virando mainstream afinal... Então, antes de finalizar o escrito de hoje colarei alguns pensamentos que possivelmente tenham inspirado o roteirista dessa produção inovadora, começando por Leonardo da Vinci: "Haverá um tempo em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente da mesma forma como hoje se julga o assassino de um homem." Logo após Alice Walker: "Os animais do mundo existem para seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens." Ou Albert Einstein: "Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na Terra quanto à evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciarão temperamento dos homens de tal maneira que melhorará em muito o destino da Humanidade."... Tudo isso, de um jeito bem lúdico, está no mais recente Star Wars que tive a oportunidade de assistir no nosso querido “Cine 7” acompanhado de ilustres amigos, que lotaram a fileira de confortáveis poltronas, valeu a companhia: “Cristiano Lima, Lissandro Torres, Michel Godinho e Marcus Aquere”. Um grande abraço e um ótimo início de 2018.

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