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Êxodo: Deuses e Reis - Exodus: Gods and Kings - EUA, Reino Unido e Espanha (2014)
Publicado em 21/08/2015

Ricardo Beleza

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Cidade: Bagé / RS
Jornalista e crítico de cinema
Ricardo Beleza

Épico bíblico dirigido por Ridley Scott

Foto: Alicia Ibañes/Especial FS

O filme conta, outra vez, a história de Moisés (Christian Bale), um príncipe do Egito que descobre ter sido adotado e se volta contra o faraó para defender seu povo, os hebreus.
Eu estava bastante cabreiro com esse filme. Quando vi o cartaz com o título dizendo que era em formato 3D a minha cabeça deu um tilt de fliperama. E, ainda por cima, lá estava o protagonista do Batman fazendo o papel do Moisés, que outrora foi de Charlton Heston, com o diretor de Alien, o Oitavo Passageiro (1979).
É claro que pensei de cara: “A loucura pelo mainstream perverte até o mais cult”. Isso que Ridley já havia deixado de ser cult há tempos...
Bem, sempre curti a história do Moisés com Deus do seu lado largando pragas brabas nos egípcios megalômanos e escravagistas. Sem falar no final clássico da abertura do mar Vermelho.
O chato são os efeitos digitais de mau gosto o tempo todo.
A parte engraçada são as inovações em comparação com o clássico “Os Dez Mandamentos" (1956), dirigido por Cecil B. De Mile”. Nesta produção, Deus é uma criança, em uma das falas Moisés se irrita e fala que não quer mais falar com seu mensageiro... Outra inovação é que o chefe dos hebreus usa muito pouco o famoso cajado, neste ele usa uma espada egípcia dourada e, como dizem os cariocas, “bem maneira”. Os hebreus do longa-metragem de Ridley são bem organizados em forma de “milícia guerrilheira” liderada pelo “General Moisés” e eles não são nem um pouco mansos como os de outrora. Rolam também uns diálogos quase “veganos” por parte do protagonista na hora em que vão sacrificar os cordeirinhos para marcar as casas com sangue; no antigo, matavam e não queriam nem saber. Os efeitos das pragas são bem legais, pelo advento do 3D, mas, mesmo assim, podem ser vistos numa boa na sessão da tarde sem traumatizar as crianças.
A abertura do mar estava indo bem até uma parte que começam a vir umas ondas gigantes tipo as que se vê em “Jaws”, no Havaí, embolando a galera do Faraó.
Depois de todas essas heresias, eu não vou mentir, gostei do filme. O Christian Bale é tão bom ator que consegue convencer, e, sendo o Moisés, realmente incrível.
Fiquem com Deus e um ótimo final de semana a todos.

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