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Django Livre (Django Unchained. EUA, 2012)
Publicado em 25/01/2013

Ricardo Beleza

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Cidade: Bagé / RS
Jornalista e crítico de cinema
Ricardo Beleza

Cinema

Foto: Alina Souza / Especial FS

Faroeste dirigido e roteirizado por Quentin Tarantino

Faroeste dirigido e roteirizado por Quentin Tarantino.
Um pouco antes da Guerra Civil, o escravo afro-descendente Django (Jamie Foxx), é libertado pelo caçador de recompensa Alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz), este o ajudará no resgate de sua mulher Broomhilda (Kerry Washington) que é escrava em uma fazenda no Mississippi de propriedade do sádico Calvin Candie (Leonardo Di Caprio). As referências a outros filmes do gênero aparecem ao longo da exibição de mais de duas horas, como músicas de faroestes italianos antigos e até  a uma participação especial de Franco Nero que protagonizou o clássico “Django” de 1966. A violência que também é marca registrada do diretor é over como sempre, homens explodindo e sangue splatter jorrando aos litros. Django Livre traz também os diálogos “bem sacados”, que fazem parte de seus filmes desde sua estreia em “Cães de Aluguel” de 1992.
O “novo poeta da violência” surpreende e choca mais uma vez, trazendo a temática forte do racismo de uma maneira jamais vista antes. Ele brinca, mas ao mesmo tempo mostra muita seriedade quando faz detonar a vingança contra o preconceito, a injustiça da escravidão e a ignorância. Quentin Tarantino não é apenas um diretor de cinema, é também um justiceiro, e dos bons. Django Livre está indicado a cinco Oscars, agora é esperar e torcer. 

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