Born to Be Blue – Canadá – (2016)
Publicado em 25/11/2016

Ricardo Beleza

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Cidade: Bagé / RS
Jornalista e crítico de cinema
Ricardo Beleza

Foto: Reprodução/FS

Drama biográfico recheado de romance e música dirigido por Robert Budreau.
Chet Baker (Ethan Hawke) é um trompetista e cantor de jazz que fez muito sucesso no começo de sua vida artística. A fim de dar uma guinada e retomar a sua carreira musical, ele resolve estrelar um filme sobre a sua turbulenta vida. Essa produção conta um pouco da vida de Chet, digamos que, começando pelo meio. Seu problema com a heroína e sua difícil volta às gravações e aos palcos depois de perder quase todos os dentes numa briga, fato que impediria qualquer trompetista de tocar, é detalhadamente mostrado. Hawke faz uma interpretação mimética que salienta a fragilidade do gênio autodestrutivo do cool jazz. Sua relação de amizade e admiração com Miles Davis, Dizzy Gillespie e Charlie Parker também aparecem ao longo do roteiro. Uma cena que particularmente chamou a minha atenção foi a em que Miles tenta desmanchar com a autoestima do inseguro Chet. Como sou músico também, cansei de assistir esse tipo de coisa acontecer.  A linda e talentosa Carmen Ejogo interpreta Jane e Elaine que foram os dois grandes amores da vida do músico. Born to Be Blue traz uma direção de arte e de figurino bem requintadas que me pareceram à altura da figura mítica que encanta gerações de fãs no mundo inteiro há décadas. Dedico à coluna de hoje ao músico e fotógrafo Júlio Pimentel, que é um grande apreciador de jazz e um dos melhores instrumentistas que já conheci. Um grande abraço a todos e um ótimo fim de semana.

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